Justiça identifica ‘graves vícios construtivos’ em piscina coberta do Monte Líbano

Perícia constatou diversos problemas em piscina coberta do clube/ Foto: Divulgação

Laudo pericial aponta risco de queda de vidros e até desmoronamento da estrutura, que custou R$ 3,2 milhões e foi concluída em 2017, durante a gestão da diretoria anterior

O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo homologou, no último dia 17 de junho, laudo pericial realizado na piscina aquecida e coberta do Clube Monte Líbano, que constatou “graves vícios construtivos”. A vistoria foi feita pelo engenheiro civil José Ricardo Destri, perito judicial nomeado pela Justiça para fazer a avaliação.

Dhoje Interior

Entre os problemas identificados estão cobertura da piscina em tamanho inadequado, fixação incorreta dos vidros nas laterais da estrutura, estrutura enferrujada e construção inadequada na área externa dos pilares e aterro mal compactado que está causando rachadura dos pisos.

O laudo é resultado de uma ação movida pelo clube contra a CTBK Engenharia e Construção Eireli, empresa responsável pela construção da piscina durante a gestão da diretoria anterior.

A obra custou R$ 3,2 milhões e foi concluída em abril de 2017. No entanto, menos de dois anos depois, em fevereiro de 2019, a piscina teve de ser interditada para evitar acidentes com associados e funcionários após a atual gestão verificar que ela já apresentava diversos defeitos, inclusive com risco de desmoronamento e queda de vidros.

Com a homologação do laudo, o clube pode tanto optar por fazer todos os reparos necessários quanto pela demolição total da cobertura e do fechamento em vidros para a construção de uma nova, seguindo um projeto mais adequado.

O clube também poderá entrar com uma ação na justiça pedindo o ressarcimento do valor gasto para o conserto.

Procurado pela reportagem, o atual presidente Nadim Cury disse que não comentaria o caso, mas enfatizou que, se for reeleito, tomará as medidas de solução com autorização do conselho deliberativo.

 

Principais problemas identificados pelo Tribunal de Justiça na piscina coberta:

 

  1. Cobertura da piscina em lona de PVC menor do que a estrutura metálica de forma oval que ela deveria cobrir, deixando um espaço entre a lona e a estrutura que sustenta as calhas.
  2. Fixação dos vidros nas laterais usando fita dupla-face inadequada, que está se deteriorando
  3. Estrutura metálica com “sinais graves” de ferrugem nos pilares e vigas
  4. Na parte externa, aterro mal compactado que permite infiltração e está fazendo com que a varanda afunde e o piso rache
  5. Pilastras construídas de maneira inadequada, o que pode colocar toda a estrutura em “risco de ruína”