Jovens da Fundação de Semiliberdade terão oportunidades de emprego

Diretora da Fundação, Cláudia Regina Mendonça acredita na reintegração dos adolescentes

Uma parceria entre a Secretaria do Trabalho e a Fundação Casa de Semiliberdade de Rio Preto vai proporcionar uma possibilidade de reintegração no mercado de trabalho para os 26 jovens que passão pelo processo de ressocialização.

Desde a última semana, quatro adolescentes já iniciaram o processo de capacitação em cursos preparatórios para ficarem aptos às vagas disponíveis no balcão de empregos da cidade.

Diretora da Fundação da Casa de Semiliberdade, Cláudia Regina Mendonça vê a parceira como grande oportunidade para os jovens. “A gente vê nessa perspectiva dá empregabilidade, pela dificuldade, porque se a gente pegar o adolescente, ele vem por quê? Ele vem pelo tráfico. O que o tráfico traz para ele? Renda. Então, temos que mostrar para ele que existe outra possibilidade. Traz muita renda, mas ele tem a sua liberdade privada. Esses meninos que estão sendo encaminhados são adolescentes de 17 anos, que a gente entende que eles querem romper com essa vida atual e buscar outros subsídios de sobrevivência, sem ser o tráfico de drogas”, afirmou.

Cláudia Regina Mendonça também falou que o processo de reintegração é a única maneira de romper com o ciclo que esses adolescentes vêm passando. “Senão mostrarmos para eles que existe outro lado, que eles podem ter seu ganho da maneira certa, formal, eu não consigo romper com isso. Então, temos que começar isso. É muito difícil, porque o preconceito é inerente, de todo mundo. Se você imaginar que tem uma empresa, como seria pra você colocar um adolescente que cumpre medida socioeducativa porque cometeu um ato infracional? A gente tem que pensar nisso, mas também temos que reunir forças e parcerias para que comece a dar, porque cada menino que eu tiro da criminalidade, estou fazendo um bem para mim, não só para ele, mas para toda a sociedade. E é nessa perspectiva que a gente vem. Deste trabalho, de conscientização, para aquele que realmente quer”, disse a diretora.

A princípio, o programa será apenas para os jovens que são de Rio Preto. Porém, segundo a diretora, nada impede que os outros adolescentes que cumprem a medida de permanência na Fundação, e que são de outras cidades, também possam receber uma chance no processo de reintegração.

“Por enquanto, nesse primeiro momento, são esses e fizemos uma avalição bastante criteriosa para quais seriam encaminhados. A gente senta, conversa e tem todo o instrumental para ter esse diagnóstico e saber qual o encaminhamento a gente vai fazer, porque a gente conhece bem. Então, o adolescente aqui pra gente ele é o que é. A gente sabe de cada um, acompanhamos, monitoramos tudo e estamos nessa perspectiva nova pra gente”, finalizou.

 

Por Marcelo SCHAFFAUSER

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