Investimentos a longo e médio prazo são alternativas para economizar e investir

Flávio Henrique Batista Alves, assessor financeiro, dá dicas de como poupar e acumular patrimônio para ter bom rendimento no futuro. Segundo Flávio, existem alternativas para investimento, como Título Público Federal, o tesouro Selic. Pesquisa aponta que mais de metade dos consumidores não consegue economizar.

Mesmo diante de um cenário financeiro instável, como vem atravessando o país, onde mais da metade dos consumidores, 67%, não guardam dinheiro e nem possuem uma reserva financeira, segundo pesquisa divulgada pela Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas, em parceria com o SPC Brasil, é possível aproveitar as oportunidades e lucrar dinheiro em um futuro próximo.

De acordo com o assessor financeiro da RP Investimentos, Flávio Henrique Batista Alves, o pensamento dos brasileiros vem mudando com o passar do tempo e o acúmulo de patrimônio, em diferentes formas de investimentos, atualmente é mais rentável para poupar e até ganhar dinheiro.

“A gente percebe que algumas pessoas têm mudado em relação a isso, se atentando de forma consciente, em relação a poupar antes de sair gastando. A gente é muito estimulado a gastar, mas as pessoas já pensam um pouco mais em poupar um determinado valor para não ter dificuldades pensando no futuro de acúmulo de patrimônio para gerar renda”, explica o assessor.

Entre as principais alternativas de investimento, a poupança é a mais tradicional, porém a rentabilidade, segundo Flávio Alves, não é tão satisfatória em função da inflação. “Tem fundos de investimentos de renda fixa, para quem busca uma liquidez mais imediata. Já pensando em prazos mais longos têm alternativas que são fundos multi mercados, que se aplicam tanto em renda fixa, como fazem em outras operações, com bolsa de valores, com moedas, para buscar uma rentabilidade maior e até mesmo o investimento em renda variável”, afirma.

Ainda de acordo com o assessor, o Título Público Federal, o tesouro selic, também é outra opção de investimento. O dinheiro fica disponível para saque a qualquer momento e as taxas de juros rendem mais do que na poupança. “Estamos em um momento que a taxa de juros já está baixa, em 8,25%, com a perspectiva de chegar a 7% ao ano. Então, a rentabilidade da renda fixa tende a diminuir. E quando a rentabilidade acaba diminuindo, aparecem oportunidades de investimento que apresentam um pouco mais de riscos, mas se forem feitos de forma administrada e controlada, esse nível de risco que a pessoa assume, ela pode ter um bom retorno no futuro”, conclui.

 

Por Marcelo SCHAFFAUSER

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