Investigação: Acusado de matar Rosana já teria tentado matar outra ex-mulher

Foto Arquivo Pessoal

De acordo com o delegado responsável pelo caso, Alceu Lima de Oliveira Júnior, Basílio se tornou o principal suspeito pelos detalhes que deu ao registar a ocorrência. Ainda de acordo com o delegado, assim que a equipe chegou na casa da vítima, encontraram quase todos os pertences dela já encaixotados.

A Polícia Civil ouviu Ilson Basílio, de 61 anos, preso acusado de matar a faxineira Rosana Ribeiro de Araújo, de 46 anos. Basílio está na carceragem da DIG, Delegacia de Investigações Gerais, e nega que tenha matado a mulher, com quem foi casado por
27 anos, mas confirmou que tentou matar uma ex-mulher, em Cuiabá, estado do Mato
Grosso.

O corpo de Rosana foi encontrado na terça-feira (04), em avançado estado de decomposição, no acostamento da rodovia Gerson Dourado de Oliveira, na altura do quilômetro 26, entre Ilha Solteira e Itapura. Ela estava desaparecida desde o último
domingo (02), quando o próprio suspeito procurou a polícia para registrar o caso.

De acordo com o delegado responsável pelo caso, Alceu Lima de Oliveira Júnior, Basílio
se tornou o principal suspeito pelos detalhes que deu ao registar a ocorrência. “Ele falou
sobre uma correntinha, que ela sempre usava, e deu detalhes sobre uma bolsa que ela estaria levando, mas não deu detalhes como a roupa que ela usava, o que seria muito útil na investigação”, explicou.

Ainda de acordo com o delegado, assim que a equipe chegou na casa da vítima, encontraram quase todos os pertences dela já encaixotados. “Rosana iria sair de casa e
isso era evidente. O fato reforçou a suspeita de que ele teria matado ela. Também temos
outras provas, que ainda não podem ser reveladas, mas que apontam para Basílio como o
principal suspeito”.

Para a polícia, Basílio teria matado a mulher no domingo (02) e esperou para registrar
o desaparecimento na manhã de segunda-feira (03). “Quando chegou a comunicação
do encontro do corpo, na terça-feira [04], ele já era o principal suspeito. Ele foi
abordado pela Polícia Rodoviária de Jales, quando ia ao IML [Instituto Médico Legal] fazer
o reconhecimento do corpo de Rosana, e foi conduzido para a Delegacia de Polícia Civil
de Ilha Solteira. Como duas equipes da DIG de Rio Preto já estavam a caminho, efetuamos
a prisão e trouxemos ele para cá”, explicou.

Ilson Basílio já tem passagens por outros crimes, inclusive por tentativa de homicídio. Segundo o delegado Alceu Lima, o suspeito confirmou que, no passado, quando morava no estado do Mato Grosso, atirou contra a ex-mulher depois de descobrir uma traição. O homem também teria confirmado que atirou contra o ex-sogro, pois a vítima teria duvidado que a arma era de verdade.

“Basílio já tem diversas passagens pela polícia e já cumpriu pena por tentativa de homicídio. Em 2012, Rosana já tinha registrado uma queixa de agressão, mas não
deu andamento no caso. Ao ser preso, Basílio ainda questionou que a Polícia Civil
não esclareceu a morte violenta do filho dele, em Cuiabá [Mato Grosso]”, completou o
delegado.

O delegado ainda informou que, apesar da situação, a filha e o filho do casal não ficaram
surpresos com o fato do pai ser o principal suspeito. “Tanto a filha quanto o filho foram ouvidos e não se surpreenderam com a prisão do pai. Talvez eles tinham conhecimento do
fato do pai ter tentado matar a ex-mulher, mas não tem como afirmar. A única coisa
que a filha falou foi que sabia que a mãe queria sair da casa.

Também temos a informação de vizinhos e parentes que ouviram uma briga entre o casal
e acreditamos que seria o que aconteceu antes da morte da Rosana”, explicou. “Ainda não sabemos o motivo que levou Basílio a abandonar o corpo de Rosana naquela rodovia.

Talvez o fato do local ter pouco trânsito, mas não temos essa informação”, acrescentou o delegado. O laudo necroscópico do corpo de Rosana, feito pelo IML, Instituto Médico Legal,
ainda não ficou pronto. A princípio, a polícia trabalha com a hipótese de esganadura.

Ilson Basílio deve ser indiciado por homicídio triplamente qualificado. O crime aconteceu por motivo torpe, com o uso de asfixia e está caracterizado como feminicídio. Conteúdo especial: Bia MENEGILDO

Da REPORTAGEM

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