Inverno favorece aumento no contágio de doenças respiratórias

Pacientes esperam por atendimento médico na Unidade de Saúde do bairro Caic. Foto: Ana Eliza Barreiro.

Em Rio Preto e região, o clima seco e a baixa umidade do ar propiciam o aumento de problemas respiratórios no inverno. Tosses, secreções nasais, indisposições e febres são alguns dos sintomas das doenças tão conhecidas no frio, como gripes e resfriados. Para além das infecções respiratórias, as dermatites causadas pelo ressecamento da pele e as conjuntivites nos olhos são recorrentes. A aglomeração em espaços fechados é uma das causas do alto índice de contágio.

Juliana Bergasmaschi Meirelles, médica clínica geral na Unidade Básica de Saúde Guiomar Assad Calil- CAIC, no Cristo Rei, alerta que as incidências mais atendidas neste período são de doenças crônicas que se intensificam pelo clima, como rinites alérgicas, sinusites, asmas e bronquites.

“A automedicação é um perigo, principalmente para crianças, pois às vezes doenças mais graves não são adequadamente cuidadas com remédios fracos e depois se agravam e tornam-se crônicas. É preciso buscar auxílio médico sempre”, explica.

As condições crônicas são aquelas de longa duração que, às vezes, necessitam de tratamento ao longo de toda vida.

Para evitar a intensificação destes problemas de saúde, alguns cuidados devem ser tomados. Evitar a exposição ao frio, fumaças e cigarros, aglomeração, manter-se hidratado, consumir alimentos saudáveis e ricos em vitamina C, hidratar a pele, lavar as mãos e se possível utilizar álcool em gel são algumas das orientações da médica.
A especialista orienta sobre a importância da vacina de gripe neste período do ano.

“A imunização é feita justamente no inverno pelo aumento da incidência das doenças respiratórias. É preciso conscientizar a população que, ao contrário de boatos, a vacina da gripe é eficaz e pode ser tomada tranquilamente”, ressalta.

Apesar de não ser obrigatória a vacina da gripe é indicada para todos os públicos, especialmente para crianças menores de cinco anos e portadores de doenças crônicas ou autoimunes.

Por Ana Eliza BARREIRO

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