Internações com carros caem 14%, mas sobem 13% com motociclistas

O impacto dos acidentes de trânsito na saúde pública cresce anualmente. Desde 2014, houve aumento de 7% no número de internações em hospitais do SUS no Estado de São Paulo, decorrentes de acidentes envolvendo carros e sobretudo motocicletas. Embora haja queda 14% com relação aos automóveis, o aumento de atendimentos envolvendo motociclistas foi de 13%, nos últimos cinco anos.

Os dados são do balanço feito pela Secretaria de Estado da Saúde, com apoio do programa paulista Respeito à Vida, para alertar a população sobre responsabilidade e segurança na Semana Nacional do Trânsito.

As estatísticas extraídas do DataSUS, banco de dados do Ministério da Saúde, mostram ainda que o gasto com essas internações também cresceu 7% no período.
No ano passado, R$ 41,9 milhões foram destinados às AIHs (Autorização de Internação Hospitalar) referentes a acidentes com trânsito, dos quais R$ 33,9 milhões especificamente para atender traumas envolvendo motos. Os gastos cresceram proporcionalmente ao aumento do número de internações. Em 2014, esses valores foram respectivamente de R$ 39,1 milhões e R$ 30,7 milhões.

Em todos os anos, as motos lideram as estatísticas – 80% das internações estavam relacionadas com motos. Em 2018, foram realizados 26.300 internações de pessoas envolvidas em acidentes. Desse total, 22.616 (86%) eram motociclistas e as outras 3.684 envolveram carros. Em 2014, ocorreram 24.418 internações, das quais 20.100 (85%) relacionadas a motos e 4.318 a carros.

Considerando os acidentes com ambos os tipos de veículos, as vítimas são predominante na faixa-etária de 20 a 59 anos, em ambos os sexos. Os homens são as vítimas mais frequentes – nos últimos cinco anos, cerca de 80% dos acidentados eram do sexo masculino, com uma média de 20 mil internações/ano, dos quais 17 mil casos relacionados a motos.

Os principais motivos dos acidentes são desrespeito às leis, abrangendo excesso de velocidade, ingestão de álcool, direção perigosa e uso de celular.

“A imprudência ao dirigir é a maior causa nos últimos anos. É necessária a conscientização do motorista para poder evitar esses graves acidentes”, explica a coordenadora do Grupo de Resgate, Cecília Damasceno.

Da REPORTAGEM