Inspirada na ideia da fila para transplante de fígado, castração gratuita é regulamentada

Prioridade. Esse é o ponto que rege o decreto que regulamenta a castração gratuita de cães e gatos em Rio Preto, assinado nesta terça-feira (17), pelo prefeito Edinho Araújo (MDB). O decreto regulamenta a lei complementar nº 551, de 12 de dezembro de 2017, da vereadora Cláudia de Giuli (PMB), que estabelece critérios para a castração gratuita, visando à transparência da fila de espera e garantindo ao usuário o acompanhamento dessa fila.

Segundo o secretário de Saúde, Aldenis Borim, explicou durante a coletiva para a assinatura do decreto, a ideia foi inspirada no princípio da fila para o transplante de fígado, que contempla aqueles com maiores necessidades e são prioritários no atendimento por meio de pontuações, que determinam quem fica na frente para o atendimento.

Diretora do bem-estar animal, Karol Prado também falou como vai funcionar o novo sistema. “Quem vai efetuar a castração continua sendo o Centro de Controle de Zoonose. Através desse sistema, a gente vai alimentar a demanda antiga, paralelo a isso nós vamos colocar as demandas da diretoria de bem-estar animal, que acontece na visita quando nós vamos atender a denúncia de maus tratos e a pessoa diz que o cachorro está amarrado na coleira, porque não é castrado. A gente vai passar na frente, porque entra como critério de prioridade”, afirmou ela.

Os critérios para a prioridade das castrações, definidos pelo decreto, são estabelecidos por meio de pontuações, como a adoção de um animal no Centro de Controle de Zoonoses ou a adoção de um animal de ONG ou protetor cadastrado na diretoria de bem-estar animal. A medida visa também estimular a adoção de animais.

“Esse decreto vai ajudar muito as protetoras de animais, porque elas pegam o animal da rua, tratam e não conseguem doar sem a castração. Então, elas também vão ser valorizadas através desse decreto a partir da priorização”, ressaltou a diretora do bem-estar animal.

De acordo com Karol Prado, a pontuação vai funcionar da seguinte forma. “A pontuação tem vários critérios, tanto de idade quanto de risco de doença de zoonoses, se a pessoa é protetora, se ela é cadastrada na diretoria de bem-estar animal. Então, toda essa demanda vai entrar na pontuação. Formando a pontuação, diariamente essa lista vai ser alimentada. Então, a pessoa vai acompanhar todos os dias onde ela está e o agendamento. Atualmente duas mil estão na espera do agendamento”, disse.

O novo sistema deve começar a funcionar a partir do começo de maio, quando os interessados poderão acompanhar no site da prefeitura, na aba da Secretária de Saúde, como está sua situação na fila de espera.

Para cadastrar os animais, a pessoa vai até o Centro de Controle de Zoonose munido de RG, CPF e comprovante de residência, e não precisa levar o animal. O interessado diz quantos animais têm em casa, respeitando o critério de cinco por CPF, e conforme for castrando ele pode ir agendando outros animais.

Por Marcelo Schaffauser

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