Incidência de doenças respiratórias é maior no outono, diz especialista

Junto com a beleza do fim de tarde e das folhas secas, o outono traz uma maior incidência de doenças respiratórias. E a explicação é simples, as condições da umidade do ar.

“Todos esses problemas se revelam de forma mais constante por conta da piora da qualidade do ar com diminuição da umidade relativa e aumento da poluição atmosférica”, explica o pneumologista Rafael Musolino.

O aumento no número de casos de rinite e asma, além de infecções respiratórias com resfriados e gripes, pode ser ainda mais grave para grupos com menor imunidade, como idosos e crianças.

Mas o cuidado deve se estender para pessoas de todas as idades. Daniel Martins, 42, sofre com asma desde os 10 anos e confessa que o transtorno é o maior quando o clima fica seco. “Não saio sem a minha bombinha, tenho medo de passar mal, principalmente nesse tempo seco”, afirma.

Outra doença que desperta a atenção entre paciente e profissionais é a pneumonia. Se não tratada com o devido cuidado pode se agravar, trazendo diversos riscos para o paciente, desde mal-estar até a morte.

“Gripe e pneumonia podem matar, assim como uma crise de asma pode ser grave. Essas são doenças que muitas vezes podem passar a ilusão de estarem controladas enquanto comprometem a saúde do paciente”, acrescentou Musolino.

O especialista alerta que, para minimizar efeitos e prevenir essas doenças, o indicado é que todos tentem minimizar a baixa umidade do ar, lavando as narinas com soro fisiológico, usando umidificador e se mantendo se bem hidratados.

Já para as infecções, de acordo com Musolino, a orientação é que a população se imunize com as vacinas, principalmente os grupos prioritários. Evitar locais de grande aglomerações também é necessário para que não ocorra a transmissão do vírus e por fim usar álcool gel e lavar as mãos constantemente para manter a higienização em dia.

Colaborou Thais LOBATO

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