IAMSPE: Funcionários públicos do Estado protestam por melhorias em plano de saúde

Servidores públicos do Estado de São Paulo realizaram, na manhã de ontem (18), um ato
de protesto contra a falta de investimentos no Iamspe (Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual). No ato, professores e policiais, entre outras categorias, pediram que o Governo investisse uma contrapartida para melhorar e ampliar o sistema de atendimento.

Milton Carretero, presidente regional da CCM (Comissão Consultiva Mista), era um dos
organizadores da manifestação e disse que “o Governo retira 2% do salário do servidor público e faz gestão desses valores sem que nós saibamos o que está sendo feito com o dinheiro. Ele (Governo) deveria investir pelo menos os mesmos valores”.

Dhoje Interior

Segundo Carretero, o Iamspe sofre com problemas de cota. “Temos valores fixos para atendera nossa região, a região de Bauru, Presidente Prudente e isso interfere na qualidade e no número de pessoas que são atendidas aqui.

Precisamos de um contrato por demanda”, destacou, mencionando a qualidade da medicina
de Rio Preto. Maria José Cunha, diretora executiva da Apeoesp, disse que os valores arrecadados com os descontos do salário do servidor não estão sendo suficientes para
gerir o Instituto. “Esse desconto compulsório que é feito não atende toda a demanda. O Estado deveria prover o restante para que possamos ter atendimento de qualidade. Não conseguimos agendar exames, não conseguimos atender os nossos dependentes e isso faz com que sejamos obrigados a procurar planos particulares. Pagamos duas vezes”,
enfatizou.

Célio Augusto Cruz, 59s, recém-aposentado, esteve no protesto e, segundo ele, o Governo
precisa melhorar o atendimento, principalmente no que diz respeito ao pós-consulta. “Se você ligar na Santa Casa, por exemplo, e disser que precisa fazer um exame específico, e falar que é do Iamspe, eles só terão vaga para 60 dias, por exemplo. Desliga o telefone e
retorna a ligação, falando do mesmo exame, mas agora mencionando um plano de saúde particular, eles conseguem te encaixar para a semana seguinte”, lamentou.

Daniel Simonas, diretor do Sindicato dos Servidores Públicos Penitenciários, lembrou que a estimativa é de que há um milhão de servidores ativos e inativos, sem contar seus dependentes. “Na região, pelo menos 100 mil pessoas utilizam o Iamspe e o Governo não tem ajudado em nada. As melhorias necessárias não são nem discutidas. Não falamos da qualidade dos médicos ou das pessoas que nos atendem, falamos da abrangência, falamos
de podermos ter facilidade em consultas, agendamentos, exames”, frisou.

Os manifestos aconteceram em outros lugares do Estado como na própria Capital e cidades como Bauru e Araçatuba, segundo informações dos organizadores. Reajuste salarial também era pauta dos protestos. “Como vamos continuar pagando 2% para o Iamspe e acompanhando a mudança de preços das coisas sem reajuste?”, finalizou Carretero.

 


Por Ygor ANDRADE

Por Ygor ANDRADE