Hospital faz captação de órgãos de preparador físico Dudu Silva

O ato nobre e o gesto de solidariedade da família do preparador físico Eduardo Luís da Silva, 49 anos, poderá salvar pelo menos cinco vidas de pessoas que aguardam na fila por um transplante. Os rins, fígado, córneas e válvulas cardíacas foram captados, nesta quinta-feira (18,) pela equipe do Hospital de Base, de Rio Preto, em uma ação conjunta com enfermeiros, técnicos e equipe de anestesia do HUSD. O procedimento durou quase quatro horas.

Essa foi a terceira captação de órgãos realizada no Hospital Unimed São Domingos (HUSD), de Catanduva, em uma semana.

Dhoje Interior

Integrante da equipe técnica do treinador Mano Menezes, Dudu Silva, como era mais conhecido, deu entrada na unidade hospitalar no último dia 5, após cair em um açude, em sua propriedade em Itajobi, depois de desmaiar devido a um aneurisma cerebral. O preparador físico passou por cirurgias e procedimentos para reversão do quadro, sem sucesso. A morte foi confirmada na noite de quarta-feira (16).

Dudu Silva deixa a esposa, Evandra Siviero da Silva, e os filhos Matheus, 20, e Nathália, 17 anos. Para a família, o preparador já havia manifestado o desejo pela doação. “Ele era um homem de fé, dedicado e virtuoso. Em sua jornada, só deixou conhecimento e amor. Mesmo estando em seu merecido descanso, ainda faz parte de todos cuja vida ele marcou”, lembrou o filho Matheus.

Doações

A doação de Dudu Silva é a terceira em menos de sete dias no Hospital Unimed São Domingos (HUSD). No sábado, 12, a jovem Jóice Prampolin Pastre, 27 anos, também vítima de um aneurisma, doou coração, córneas, rins, pulmões, fígado e pâncreas. Na segunda-feira, a família de Vinícius Baccarin, 21, autorizou a doação dos órgãos do jovem, que morreu vítima de acidente de carro.

A doação de órgãos era também um desejo de Vinícius. O pai dele, o professor universitário, José Giacomo Vaccarin, conta que antes mesmo do acidente que causou a morte do filho, toda a família já era consciente sobre a importância do gesto. “Fica um sentimento de solidariedade em poder contribuir com a sobrevida das pessoas que receberam os órgãos. A doação do nosso filho, segundo fomos informados, poderá salvar a vida de nove pacientes”.

José Giacomo ressalta a eficiência e transparência do Sistema Nacional de Transplantes (SNT), que regula a fila de espera dos pacientes que aguardam a doação de órgãos. “A segurança que o sistema de transplante no Brasil dá, tão bem estruturado e com critérios claros, sem favorecimento de ninguém, nos deixa tranquilos. E o ‘transtorno’ da doação é mínimo, é necessário apenas esperar um pouco mais de tempo para a liberação do corpo”, afirmou.

A primeira captação do ano pelo HUSD foi em julho, ocasião em que a família da advogada Gabriela Martinez Papi, 25 anos, acometida por um Acidente Vascular Cerebral (AVC), autorizou a doação.

O médico intensivista José Braz Cotrim, presidente da Comissão Intrahospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos (CIHDOTT), falou sobre a importância de conversar sobre o tema com a família. “Se você tem o desejo de fazer a doação, converse com seus familiares a respeito. Pois, somente eles poderão autorizar o procedimento.”

A seguir mais imagens da captação de órgãos de Dudu Silva:

Tatiana PIRES – com informações de Unimed Catanduva

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