Hospital de Base de Rio Preto alcança seu 100º transplante de coração

A partir da esquerda, Dra. Amália Tieco, diretora administrativa do HB, Chefe da cirurgia cardiovascular, Dr. Marcelo Soares, Ulisses e seu filho Junior e o médico cirurgião cardiovascular Márcio Pimentel. (Foto Divulgação)

Paciente recebeu o novo coração em seu aniversário

O 100º transplantado de coração da Fundação Faculdade Regional de Medicina, Funfarme, o paciente Ulisses Fatinei Gonçalves, recebeu hoje, 30 de outubro, alta hospitalar depois de 105 dias internado na instituição. A cirurgia de Ulisses entra para história da Fundação e ganha destaque por sua peculiaridade. No dia 11 de outubro, o paciente tinha motivos para comemorar em dobro. Além de ser o 64º aniversário dele, foi, também, o dia em que ganhou seu novo coração.

Internado desde 12 de julho, recebendo remédio diariamente, devido à uma grave insuficiência cardíaca originada por doença de Chagas, Gonçalves conta que persistência sempre foi sua principal característica. “Eu estava louco para ir embora da UTI. Perguntei para o médico o que eu tinha, qual o tratamento e, foi aí, que descobri que eu só poderia ir embora depois de um transplante. Comecei a pedir a Deus que o órgão novo chegasse logo. Eu não ia desistir. Foi quando, no meu aniversário, recebi a notícia que seria transplantado. Posso dizer que hoje, 30, tenho apenas 20 dias de vida. Foi um renascimento”, brincou o paciente.

A equipe médica da cirurgia cardiovascular também comemorou o momento com Ulisses. “Chegamos à marca de 100 transplantes. Cada cirurgia representa a possibilidade de um novo recomeço para o paciente. Este é o 7º transplante cardíaco de 2018, ou seja, já temos dois a mais que o ano passado, no qual fizemos 5 cirurgias deste tipo. A intenção é trabalharmos cada vez mais e, num futuro, conseguirmos fazer até dois transplantes por mês, somando 24 operações em um ano”, enfatiza Dr. Marcelo Soares, um dos médicos que realizou a cirurgia em Gonçalves.

Dr. Márcio Pimentel, médico-cirurgião cardiovascular, foi buscar o órgãos do doador em Brasília, capital. “A logística no transporte do órgãos é fundamental para o sucesso do transplante. O caso de seu Ulisses Gonçalves contou com o auxílio das Forças Aéreas Brasileiras (FAB) para trazer o coração de Brasília, dentro do tempo estipulado. Realmente, a cirurgia foi um sucesso e o paciente pode ir, aos poucos, retornar a uma vida comum”, explicou o médico.

A diretora administrativa do Hospital de Base (HB), Dra. Amália Tieco, reitera a importância do Serviço do hospital para a vida de pacientes como a de Ulisses. “Estamos sempre buscando evoluir como entidade de saúde. A fila de espera por um transplante de coração não para de crescer. Desta maneira, a instituição procura melhorar sua infraestrutura cada vez mais, para atender a estas pessoas”, conclui Dra. Amália.

Da REDAÇÃO