Hoje comemora-se o Dia do Saci-Pererê, personagem do nosso folclore

Lendas do folclore enfeitam o Recinto do Folclore de Olímpia durante o Festival do Folclore da cidade.

Certamente em algum momento quando sumiu algo dentro de sua casa, você já ouviu alguém dizer “foi o Saci que escondeu”. Pois bem, para quem não conhece, a lenda do Saci-Pererê é uma das mais difundidas no Brasil.

Seu nome de origem é tupi-guarani e seu dia é comemorado no dia 31 de outubro, mesmo dia em que se comemora o Halloween. A data foi criada em 2003, com o intuito de resgatar e valorizar o folclore do nosso país, promover a cultura nacional e as tradições brasileiras.

O Saci é caracterizado como um menino travesso, de cor negra, que possui apenas uma perna, usa uma carapuça ou gorro vermelho na cabeça e fica o tempo todo fumando cachimbo.

Costuma correr atrás dos animais para afugentá-los, gosta de montar em cavalos e dar nó em suas crinas. O Saci-Pererê pode também aparecer e desaparecer misteriosamente, é muito inquieto e não para um instante sequer, pois fica pulando de um lugar para outro e toda vez que apronta as suas travessuras, ele dá risadas alegres e agudas e gosta de assobiar, principalmente quando não existem as noites de luar.

São atribuídas ao Saci as coisas que dão errado como, por exemplo: entrar nas casas para apagar o fogo, queimar as comidas das panelas, secar a água das vasilhas, dar muito trabalho às pessoas escondendo os objetos que dificilmente serão encontrados novamente. Seu principal divertimento é atrapalhar as pessoas para se perderem.

Dizem que ele veio do meio de um redemoinho e para espantá-lo as pessoas atiram uma faca no redemoinho ou então o chamam pelo seu nome. Ele também pode ser capturado jogando uma peneira sobre os redemoinhos. Após a captura, deve-se retirar o capuz da criatura para garantir sua obediência e prendê-lo em uma garrafa.

É uma lenda do nosso folclore brasileiro, que representam um conjunto de estórias e contos narrados pelo transmitidos de geração em geração.

Como muitos sabem, Olímpia é conhecida como a Capital Nacional do Folclore e realiza todos os anos, geralmente no mês de agosto, o Festival do Folclore onde reúne milhares de pessoas. Neste ano foi realizada sua 55ª edição, por isso a cidade faz um trabalho constante de valorização cultural.

De acordo com a Secretaria de Educação, durante todo o ano são desenvolvidos com os alunos da rede municipal trabalhos que valorizam e ensinam sobre o folclore brasileiro. Neste ano as escolas não prepararam uma programação especial para o dia, apenas falam sobre o dia, já que é ensinado sobre o folclore e lendas para as crianças durante todo o ano.

Kaynara em uma de suas apresentações.

Kaynara Salles Rocha, 20 anos, é moradora de Olímpia e participa ativamente dos festivais de folclore desde os sete anos de idade, inicialmente com a escola, passou pelo grupo GODAP e atualmente participa do grupo Frutos da Terra.

Ela conta que suas maiores influências foram seus pais, com a bagagem bem folclórica. Foram eles que a introduziram nesse meio cultural e, claro, o fato de Olímpia ser a capital do folclore foi um dos pontos chaves para que tudo isso acontecesse.
“Acredito nas estórias e nos seres que foram criados e transmitidos de geração em geração, através dos contos desde a miscigenação dos povos. O Saci-Pererê, em especial, é um dos personagens mais conhecidos das lendas do folclore brasileiro. Não há quem não conheça o menino travesso de uma perna só, que fuma cachimbo e usa um gorro vermelho”, ressalta.

E acrescenta “o Brasil é um dos países mais ricos em cultura popular. Não podemos deixar essas tradições caírem no esquecimento. De uma forma geral preservar o folclore brasileiro, a partir das lendas, músicas, danças, entre outras coisas, podemos iniciar a introdução das crianças e jovens. E a partir daí vão entender que 31 de outubro é Dia do Saci, e não só o dia das Bruxas”, finaliza Kaynara.

Por Isabela MARTINS

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