Histórias de dedicação atravessam gerações de professores

Maria Inês Baffi Nonato, 70 anos, é uma das professoras mais antigas de Rio Preto em atividade. Ela dá aulas há mais de 30 anos. Ingressou no colégio São José em 1982, se afastou em 86 por conta de uma gravidez e retornou em 90. Não parou mais de lecionar.

“Não existe educação sem amor, se os alunos sentem seu carinho, eles aprendem com mais vontade”, afirma a veterana das salas de aulas.

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Maria Inês Baffi Nonato, 70 anos, é uma das professoras mais antigas de Rio Preto em atividade.

Em 98 a professora foi aprovada em concurso público e começou a dar aulas na Rede Municipal para o ciclo 2, na Escola Michel Pedro Sawaya. Mesmo se aposentando em 2002, atualmente Maria Inês continua na escola lecionando a disciplina de História e Geografia para alunos do 6° e 7° ano no período da manhã.

Com o ensino remoto a professora conta que precisou se adaptar as tecnologias pra preparar as aulas. A professora conta que mesmo sem as aulas presenciais ela está sempre conectada com seus alunos. “Falamos por vídeo e também por whatsapp, todos os dias”, afirma.

Nesta quinta-feira, 15 de outubro, é comemorado o Dia do Professor. De acordo com dados da Secretaria da Educação de Rio Preto, atualmente apenas a rede municipal tem 2.132 docentes cadastrados.

Histórias de professores abnegados são muitas, e não apenas na rede municipal. Atravessam gerações de educadores e se multiplicam em dedicação e criatividade de ensinar.

Djalma Cola, 41 anos, é coordenador de curso de dá aula em uma faculdade particular de Rio Preto. Diz que hoje a criatividade é importante e utiliza em suas aulas ideias para despertar o interesse dos alunos em suas disciplinas.

Djalma Cola, 41 anos, é coordenador de curso de dá aula em uma faculdade particular de Rio Preto

Nas aulas de jornalismo esportivo, por exemplo, em dia de prova, faz de uma bola a lista de presença dos alunos. “Tento ser descontraído na sala, até pra deixar as aulas mais leves”, afirma.

Esse modo de ensinar do professor universitário “irreverente” caiu no gosto dos alunos e ele se tornou tão querido pelas turmas que foi chamado por quatro anos consecutivos de paraninfo na formatura.

Jamile Marjorie, 30 anos, é professora e dá aulas há seis anos. Diz que exerce a profissão que sempre quis. De 2015 a 2018 ela deu aula para o 2° e 4° ano do Ensino Fundamental na Escola Municipal Paul Percy Harris e segundo ela a relação de afeto com os alunos era enorme.

Jamile relembra de um aluno carente com problemas visuais. Numa união de forças com os diretores da escola conseguiu uma consulta através de uma oftalmologista e o menino também ganhou os óculos. Segundo ela, isso melhorou muito o rendimento escolar do garoto. “Nós professores precisamos fazer a diferença na vida de nossos alunos,” diz Jamile.

Janaína PEREIRA – Redação Jornal Dhoje Interior