Hemocentro conta com a ajuda da população para manter o estoque de sangue

Foto- Claudio Lahos

O período de férias é a época em que o estoque de sangue do Hemocentro de Rio Preto fica mais baixo, isso porque cai o número de doadores e aumenta a quantidade de pessoas precisando de transfusão. Bárbara Cabrera, enfermeira responsável pelo setor de Captação do Hemocentro, comenta que as campanhas realizadas em novembro e começo de dezembro ajudaram a manter o estoque adequado, mas é preciso que a população continue doando.

“A população está conscientizando mais. Em relação ao ano passado, a quantidade de doações está basicamente a mesma. Não caiu, mas nossa meta é que a cada ano aumente mais as doações, pois as transfusões estão aumentando. É cada dia mais transplante novo, é cada dia mais internações, cada dia mais paciente com leucemia. O que exige mais sangue”, comenta Cabrera.

Nesta época do ano, além de reduzir o número de doadores, por conta das férias e das viagens, aumenta significativamente o número de acidentes, o que eleva a necessidade de mais bolsas de sangue. “É importante as pessoas continuarem a realização as doações também no período de féria que é o mais crítico. Agora, em janeiro, nós começamos a sentir mais, pois as bolsas vão indo. Entrou bastante, porém a demanda continua. Então, vai saindo do estoque e a gente precisa repor para continuar atendendo todas as solicitações”, destaca Cabrera.

A enfermeira lembra também que todos os tipos de sangue são bem-vindos e necessários para manter o estoque do Hemocentro. No entanto, as tipagens negativas são as que o centro tem mais dificuldade para conseguir repor. “O estoque mais dificultoso para a gente manter são os das tipagens negativas, principalmente o O-, pois ele é o doador universal. Serve para todo mundo, porém ele só recebe dele. Então, temos esses dois contratempos. O O- é o mais difícil, seguido do A-, B- e AB-. A maioria da população é O+. Tem bastante no estoque, porém tem bastante usando também”, ressalta Cabrera.

Doação

Para realizar a doação, basta ir até o Hemocentro. Entre os requisitos básicos estão: ter de 16 a 69 anos; menores de idade precisam estar acompanhados do responsável legal; peso acima de 50 quilos; estarem em boa condição de saúde; estar alimentado e descansado; evitar alimentação gordurosa. Além disso, é importante levar um documento oficial com foto. No local, a pessoa vai fazer toda a triagem e estando tudo certo realiza a doação de sangue.

Cabrera em poucas palavras define a importância que uma bolsa de sangue pode representar. “450 ml de sangue são transformados em quatro componentes diferentes: hemácias, plaquetas, plasma, crioprecipitado. São quatro bolsas com destinos diferentes. Assim, uma doação pode salvar até quatro vidas”, enfatiza.

A fiscal de Área Azul Elza Helena Barbosa Moreira, 53 anos, é uma das doadoras assíduas do Hemocentro. Antes de finalizar 2018, ela compareceu ao centro para realizar a última doação do ano. “Eu venho todo o ano. Ontem, eu via a reportagem e só tinha uma pessoa aqui dentro e resolvi vir. Depois eu vou postar para incentivar as pessoas a virem também, pois é muito importante. Muitas pessoas dependem de nós”, comenta.

Elza destaca também a gratificação de ajudar a aumentar as bolsas de sangue do Hemocentro. “A gratificação é muito grande, é uma sensação que nem dá para explicar. Só de saber que o seu sangue vai salvar tantas pessoas, um gesto tão simples que, no fim, faz toda a diferença”, destaca.

O Hemocentro funciona normalmente todos os dias da semana das 7h às 13h. Av. Jamil Feres Kfouri, 80 – Jardim Panorama. Cabrera finaliza desejando um bom começo de ano a todos. “O Hemocentro deseja um ano novo e espera contar com toda a população em 2019 para que continue realizando as doações: um gesto de solidariedade que salva vidas”, comenta.

Por: Leandro BRITO

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