HCM terá 48 horas para entregar prontuários de paciente, diz advogado

Foto Divulgação

A Justiça determinou prazo de 48 horas para que o Hospital da Criança e Maternidade, HCM, entregue os prontuários de um menino de 11 anos que foi internado para tratar de uma pneumonia e apareceu com as duas pernas fraturadas, segundo o advogado da família Renato Scochi.

O caso foi registrado pela família no dia 9 de setembro depois que, segundo a bisavó da criança, a avó percebeu um inchaço e manchas roxas e um exame de Raio-X  indicou fraturas nas duas pernas do menor.

De acordo com a nota enviada pelo advogado Renato Scochi, o inquérito policial segue sob segredo de Justiça. “Os trâmites judiciais e o inquérito policial encontram-se sob Segredo de Justiça, resguardando assim as investigações e as decisões judiciais do caso”, diz trecho da nota encaminhada por Scochi.

O advogado também confirmou a existência de uma Tutela de Urgência (Liminar). “O hospital tem prazo de 48 horas para fornecer os documentos inerentes ao caso que foram negados à família, sob pena de multa diária, caso descumpra a ordem judicial”, diz outro trecho da nota.

Ainda de acordo com o advogado, a liminar foi expedida no final da tarde de sexta-feira (22), portanto, a intimação deverá ser realizada somente a partir de segunda-feira (24).

O menor possui paralisia cerebral e é acompanhado por familiares. “Eu não acho que ele quebrou a perna no transporte. O inchaço foi percebido só agora. Acredito que tenha acontecido alguma coisa dentro do hospital, mas não sabemos ainda”, disse a bisavó que é responsável legal pela criança.

A Polícia Civil instaurou inquérito para investigar como aconteceram as fraturas e os motivos dos médicos da UTI não terem feito o diagnóstico antes. O processo corre em segredo de Justiça.

Por meio de nota, o HCM informou que não pode fornecer o prontuário, pois o paciente ainda está em atendimento. “O Hospital só irá se manifestar, se necessário, após apuração da Polícia Civil e do Conselho Tutelar”, informou a assessoria de imprensa.

Por Bia MENEGILDO

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