HCM promove atendimento humanizado para gestantes do SUS

Claudio Lahos

Gestantes que são atendidas pelo SUS e fazem o acompanhamento nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) muitas vezes não conhecem a equipe que vai acompanhá-las no dia do parto. Pensando nisso, o  Hospital da Criança e Maternidade (HCM) de Rio Preto lançou um projeto de integração que tem o objetivo de humanizar e aproximar as gestantes dos profissionais da maternidade: na tarde de quarta-feira (30), aproximadamente 100 mulheres, entre elas gestantes e familiares, estiveram no local para estreitar os laços na melhor hora das mamães.

“O HCM passa por uma mudança no processo de nascer, então nós estamos agora com o parto humanizado, muito mais fortalecido, temos uma equipe que compõe os profissionais de assistência às gestantes e mulheres em trabalho de parto. Diante disso, nós vimos a necessidade de trazer a gestante para conhecer a maternidade ainda no período do pré-natal, para que ela crie o vínculo com a equipe que vai assistir ela no pré-parto, no parto e no puerpério para fortalecer esse vínculo, a fim de trazer segurança e tranquilidade para a gestante”, explicou Alari Furlan, gerente administrativa do HCM.

Além da humanização, as equipes pretendem desmistificar os tabus criados ao longo dos anos sobre o parto normal. “Queremos tirar aquela ideia de que o parto normal é doloroso, muitas vezes sofrido, então com esse encontro nós queremos tirar todas as dúvidas e passar a segurança para a gestante, para que ela venha e tente o parto normal. Com isso, a equipe vai assisti-la e vai estar com ela em todo o trabalho de parto para que ela tenha uma experiência com êxito”, conta a gerente.

Nayara Perozini Vetorasso, de 31 anos, está grávida do primeiro filho, com 8 meses de gestação,  a mamãe de primeira viagem sentiu-se mais confortável ao conhecer as equipes que a receberá. “É uma experiência válida, é muito importante este trabalho que o hospital está desenvolvendo, porque cria um elo maior com a equipe e  nos traz confiança, independente de qual tipo de parto , esse contato nos traz confiança, temos o apoio de toda a equipe e que a gente consegue transmitir isso até para o bebê na hora do nascimento”,

“A princípio meu parto será Cesária, mas com tudo o que estou vivenciando aqui, se tudo der certo pode evoluir para um parto normal. Nós temos a cultura de Cesária, até porque não tínhamos este apoio, esta confiança de parto normal, e é justamente isso que o hospital está proporcionando”, finalizou Vetorasso.

Por Mariane DIAS 

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