HCM discute tratamentos para bebês em UTIs

Ana Carolina segura a pequena Helena Vitória ao lado da sogra Ana Rodrigues

O Hospital da Criança e Maternidade (HCM) de Rio Preto está realizando hoje, dia 17, o 2° Simpósio de Neonatologia. O evento tem como objetivo discutir métodos e apresentar tratamentos para melhorar a qualidade de vida do recém- -nascido que precisa ficar em uma UTI (Unidade de Terapia Intensiva) Neonatal.

O Simpósio contará também com novidades nas áreas de nutrição, prevenções de infecções no ambiente hospitalar e será voltado para profissionais que atuam em unidades neonatais.

A UTI Neonatal do HCM é a única na região que faz parte da Rede Vermont, que é um grupo de profissionais voluntários da Inglaterra que ajudam nos cuidados neonatais de mais de 1.200 entidades de saúde. Essa rede coleta troca informações sobre técnicas, novas tecnologias e dados da neonatologia por diversas instituições no mundo. A partir disso, é possível melhorar ainda mais os atendimentos oferecidos aos prematuros.

Até 2017, o uso de ventilação mecânica era utilizado em mais de 60% das internações feitas na UTI Neonatal do HCM. Depois do levantamento para a Rede Vermont, no ano passado, o índice caiu quase pela metade. “Quando entramos na rede e lançamos o 1° Simpósio de Neonatologia, a utilização desse método diminuiu bastante e hoje temos apenas 35% de intubações nas nossas internações”, comemora a enfermeira supervisora da UTI Neonatal, Samanta Volpi.

E não foram só as entubações que diminuíram. O tempo do prematuro internado em uma UTI Neonatal também caiu. “O tempo de permanência de um bebê no ambiente hospital caiu, em média, de 20 para apenas 12 dias. Conseguimos fazer com que o recém-nascido se recupere mais rápido e dê espaço para casos mais graves que acabam chegando à nossa unidade”, disse a enfermeira.

A operadora de caixa Ana Carolina Ramos da Silva não esperava que sua filha viesse ao mundo tão cedo. Também não pensou que fosse precisar de uma UTI Neonatal. “Estava no sétimo mês de gestação, quando a bolsa estourou. Eu e meu marido corremos para o hospital, e fizeram o parto”, relembra.

Os médicos não souberam explicar o motivo que levaram a operadora de caixa dar a luz de forma tão prematura. Ana Carolina é diabética e fazia todo o acompanhamento do pré-natal junto de um endocrinologista e teve uma gestação tranquila. Helena Vitória nasceu com 41 centímetros e 2,2 kg, e precisou ser levada para uma UTI Neonatal do Hospital Padre Albino, em Catanduva, devido à lotação de leitos em Rio Preto. A pequena ficou na incubadora e não precisou ser entubada. Foram 46 dias até a transferência para o Hospital da Criança e Maternidade. “Lá em Catanduva, eu não conseguia vê-la todo dia por causa da distância. Agora, fico todo o tempo que posso. Não vejo a hora de poder levá-la para casa. É ruim tê-la em meus braços e me despedir”, finaliza.

 

Vinicius LOPES

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