Greve paralisa serviços da RF por 24 horas

PARALISAÇÃO - Mais de 90% dos analistas aderiram à greve (Foto: Divulgação)

Os analistas-tributários da Receita Federal fizeram uma greve nacional de 24 horas e paralisaram todos os serviços do setor durante o dia de ontem contra a desestruturação da Receita Federal no Brasil.

A falta de definição em relação ao acordo salarial em 23 de março de 2016, que até o momento não foi cumprido pelo governo, foi o que impulsionou a paralisação dos serviços. De acordo com o diretor jurídico nacional do Sindireceita, Thales Freitas, mais de 90% dos servidores aderiram à greve pelo país, sendo que dos 7.500 servidores ativos, 7.198 paralisaram. “Essa foi uma greve de advertência para o governo, porque não concretizou nosso acordo salarial. Começamos essa negociação em março de 2015 e até agora nada”, comentou.

Os trabalhadores reivindicam que sejam regulamentados os quesitos sobre progressão/ promoção na carreira e o bônus de eficiência, sendo que inclusive a progressão do mês de setembro chegou a ser suspensa. O sindicato defende que se permanecer esse estado de indefinição e instabilidade, provocará uma desestruturação do órgão, que é responsável pela Administração Tributária Federal. “Há também outras possíveis ameaças para os servidores, como o aumento de 11% para 14% na contribuição previdenciária dos servidores públicos e também a possível postergação do pagamento da terceira parcela do reajuste”, disse Freitas.

Representantes do sindicato estiveram reunidos no Ministério do Planejamento na última segunda-feira para debater sobre essa situação. O governo ficou de apresentar uma minuta até amanhã, numa forma de tentar entrar em acordo. Sobre a questão do bônus de eficiência, o governo ficou de apresentar uma proposta até o dia 31. “Vamos esperar até dia 31, se não tivermos uma resposta, há a possibilidade de outra greve. Vamos acirrando cada vez mais o movimento”.

Durante a paralisação foram suspensos todos os serviços como: atendimento aos contribuintes; emissão de certidões negativas e de regularidade; restituição e compensação; inscrições e alterações cadastrais; regularização de débitos e pendências; orientação aos contribuintes; parcelamento de débitos; revisões de declarações; análise de processos de cobrança. Os setores das alfândegas e inspetorias também foram afetados e serviços como despachos de exportação, verificação de mercadorias, trânsito aduaneiro, embarque de suprimentos; operações especiais de vigilância e repressão e a verificação física de bagagens, também deixaram de ser feitos.

Fonte: Priscila Carvalho – Redação jornal DHoje Interior 

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