Greve dos motoristas continua e alunos rio-pretenses estão sem transporte escolar

Cerca de 3.100 alunos ficaram sem o transporte escolar nesta segunda-feira (11) em Rio Preto. Na última quarta-feira (6) o serviço já havia sido paralisado e novamente a greve permanece sem a previsão da retomada dos serviços. Os 83 motoristas e 40 ex-funcionários terceirizados da empresa Comatic reivindicam encargos trabalhistas como: rescisões de contratos, pagamentos de salários e seguro desemprego que não foram pagos.

Durante a manhã de hoje quatro motoristas e dois representantes do sindicato dos motoristas se reuniram com representantes da secretaria da educação e do prefeito Edinho Araújo, mas não entraram em acordo neste primeiro momento. Durante a tarde outra reunião deve acontecer para definir a situação. No momento apenas os oito motoristas concursados da prefeitura continuam prestando os serviços.

De acordo com o dirigente sindical da Sincontesp (Sindicato dos Trabalhadores, Instrutores em Auto-Escolas, Despachantes e Transportes Escolar e Intermunicipal de São Paulo e Região), Marco Rogério Fanelli, o sindicato não está apoiando essa greve neste momento. “O sindicato não está apoiando porque a empresa Staff não tem nada a ver com a situação e está agindo de forma legal”, comentou.

A empresa Comatic prestou os serviços no município por quase cinco anos e operou até o dia 14 do mês passado, quando o contrato foi encerrado. A empresa Staff assumiu os serviços em contrato emergencial por 30 dias, sendo que a partir da próxima quinta-feira (14) a empresa Factor deve ser a nova contratada para prestar os serviços, porém os motoristas e o sindicato são contra a contratação da nova empresa. “Eles (empresa Factor) estão oferecendo um novo salário sem acordo coletivo, no valor de R$1.456,00, sendo que é piso salarial do Vale do Paraíba (SP) e não daqui”, disse Fanelli.

O representante dos motoristas, Fernando Tomaz, comentou que a secretária de educação, Sueli Pretonilia Amâncio se comprometeu a acertar os pagamentos referentes de janeiro até agosto deste ano. “Os nossos direitos trabalhistas dos três anos anteriores e que são da outra gestão, teremos que entrar na justiça para conseguir receber”, afirmou Tomaz.

Em nota, a Secretaria da Educação esclareceu que a manifestação ocorreu por problemas trabalhistas entre os motoristas e a antiga empresa que prestava o serviço e que todos os procedimentos foram adotados para resguardar os direitos dos motoristas da Comatic, cujo contrato foi encerrado no mês passado. Parte dos direitos dos funcionários foi garantida com a retenção dos pagamentos devidos à empresa dentro do que prevê a legislação trabalhista.

A Secretaria vem mantendo contatos frequentes com a Comatic para que a empresa libere os documentos necessários para que os motoristas demitidos recebam o Fundo de Garantia e tenham direito ao seguro desemprego.

A Secretaria da Educação adotou e está adotando todas as providências para garantir o funcionamento normal do transporte escolar.

Por Priscila CARVALHO

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