Gravidez na adolescência tem o menor índice em 18 anos

De acordo com balanço da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, a gravidez na adolescência teve o menor nível em 18 anos. Os números caíram 46% em 2016, na qual 13% dos partos corresponderam as jovens com menos de 20 anos, contra 20% em 1998. Os dados apontam que em Rio Preto, 387.308 partos foram registrados no ano de 1998. Desse total, 18,15% eram adolescentes. Esse número reduziu em 2016, sendo que dos 305.936 partos, 12,83% eram adolescentes.
No ano passado 79.048 eram gestantes menores de 20 anos que tiveram os filhos no Estado, sendo o equivalente a 13,2% do total de nascimentos em 2016. Há dez anos, 16,3% das gestantes tinham menos de 20 anos, sendo que em 2007, 97 mil mães eram jovens dessa faixa etária.
Segundo o ginecologista e obstetra, professor da Faceres em Rio Preto, José Vicente Maia, o maior acesso a informação e consultas ginecológicas tem favorecido na queda desse índice. “O atendimento básico na ginecologia, maior disposição de métodos contraceptivos para as adolescentes, além da escola e mídia com informações têm favorecido na redução desses casos”, comentou.
Em grande parte dos casos, as jovens que se tornaram mães estavam na faixa etária com idade entre 15 e 19 anos. A redução do índice de gravidez na adolescência nesta faixa etária também foi expressiva, de 34,8%. No ano passado esse grupo etário abrangeu 76.371 gestantes, equivalente a 12,7% do total de partos pelo estado de São Paulo. Já no ano de 1998, esse mesmo percentual foi de 19,5%, sendo 143.490 gestantes.
Para Albertina Duarte Takiuti, coordenadora do Programa Saúde do Adolescente da Secretaria, os números representam o êxito de políticas públicas adotadas no Estado de São Paulo e da qualificação de equipes nos serviços de saúde. “É um resultado importante, que foi possível graças a ações integradas do Estado, em parceria com os municípios. Iniciativas que ampliam o conhecimento e o debate, como web conferências e dinâmicas de grupo publicadas no nosso canal do YouTube, permite que os profissionais qualifiquem o atendimento à esses jovens e sensibiliza gestores para criação de novas ações de atenção à saúde do adolescente”, afirma.
A distribuição de preservativos pelo Estado também teve papel fundamental na redução desses casos. O Estado começou a fazer esta distribuição de forma regular a partir de 1994. Atualmente, São Paulo distribui uma média 58 milhões de camisinhas masculinas e 2,7 milhões de preservativos femininos por ano. Somente no primeiro semestre de 2017 já foram distribuídos mais de 28 milhões camisinhas masculinas e 1,3 milhões femininas.

Por – Priscila CARVALHO

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