Governo estima salário mínimo em menos R$ 1 mil em 2019

Com essa redução, o governo deve economizar R$ 1,21 bilhão no ano que vem

O governo reduziu a estimativa de salário mínimo de R$ 1.002 para R$ 998 para 2019, um reajuste de aproximadamente 4,6%. Com essa redução, o governo deve economizar R$ 1,21 bilhão no ano que vem. Atualmente, o salário mínimo é de R$ 954.

A reformulação ocorreu porque o governo revisou sua previsão para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) de 3,8% para 3,3%, que é um dos critérios para determinar o reajuste juntamente com o resultado do PIB (Produto Interno Bruto) de dois anos antes. Porém, a decisão do governo não é definitiva, podendo ser alterada novamente.

O aumento de R$ 44 não agradou a população. “Foi muito pouco. O reajuste deveria acompanhar a inflação”, afirmou Raul Ferreira, aposentado. “Achei pouco. Tinha que ser no mínimo R$ 1.200 para dar conta de todas as necessidades”, disse Carla Andréia Gil, cozinheira. Já para o técnico em eletrônica, Antônio Mario Tapparo, o valor foi considerado razoável. “Não é um aumento justo, mas é o que o país suporta. Se fosse maior ia acabar prejudicando os microempresários”, comentou.

O economista Roosvelt Bormann Filho apontou as dificuldades de o governo oferecer um aumento maior. “O Estado tem dificuldade em lidar com esse aumento, pois ele também atinge os aposentados no INSS. É o reajuste possível nesse momento”, afirmou. Roosvelt também enfatizou que o poder de compra do cidadão é que tem de ser levado em conta para avaliar se o aumento foi justo. A cada R$ 1 aumentado, há o impacto de cerca de R$ 243 milhões nos gastos do INSS. Isso ocorre porque o benefício dos aposentados não pode ser menor do que um salário mínimo.

De acordo com o Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o salário necessário para suprir as despesas de uma família de quatro pessoas é de R$ 3.696,95. (Colaborou: Vinicius LIMA)

 

Da REPORTAGEM

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