Golpista usa nome de promotor para fazer pagamentos com cheques falsos

Promotor de Justiça Marcos Lelis teve o nome usado por estelionatário (Foto: Cláudio Lahos)

A Polícia Civil procura o estelionatário que se passou pelo promotor de Justiça Marcos Antônio Lelis Moreira para pagar boletos com cheques falsos em duas lotéricas localizadas no Centro de Rio Preto. O crime aconteceu na tarde da última quarta-feira (5/6). O golpe foi de R$ 29,5 mil.

Segundo informações do boletim de ocorrência registrado pelo representante do Ministério Público na Central de Flagrantes, a proprietária de um dos estabelecimentos, que fica próximo ao prédio do MP, procurou a instituição para comunicar a vítima. Lelis informou à mulher que não tinha conhecimento do fato e a orientou a acionar a Polícia Militar, que compareceu no local.

De acordo com o documento policial, um homem ligou dizendo que era o promotor e que estava com dificuldades para fazer pagamentos on-line. O golpista disse que enviaria um mensageiro até a unidade para fazer os pagamentos. No local, um mototaxista apresentou quatro folhas de cheques supostamente emitidas pelo Tribunal de Justiça de São Paulo, que totalizaram R$ 10 mil.

A mesma situação aconteceu em outra lotérica, nesta, a quantia somada foi de R$ 19, 5 mil. Os mototaxistas disseram aos policiais que foram contratados por um homem que se identificou como funcionário de Lelis. O suspeito, que aparentava ter aproximadamente 38 anos, pagou R$ 20 para cada profissional e entregou os boletos com os cheques falsos.

Ainda conforme o boletim de ocorrência, um dos mototaxistas ligou para o suposto promotor na presença dos policiais militares para comunicar o encerramento do serviço. O golpista afirmou que estava em um sítio e que depois entraria em contato.

O caso foi encaminhado para a DIG (Delegacia de Investigações Gerais), que vai investigar quem se passou pelo promotor para aplicar o golpe e quem recebeu os valores depositados.

O promotor de Justiça Marcos Antônio Lelis Moreira não foi encontrado para comentar o assunto.

Por Karolina GRANCHI   

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