Golpe do ‘anúncio clonado’ faz novas vítimas em Rio Preto

Uma nova modalidade de estelionato, que engana tanto o vendedor como o comprador de veículo pela internet, tem feito diversas vítimas em Rio Preto e região.

É o caso de J.C.T., 36, residente no Jardim Marajó, e do pedreiro M.P.R., 32, morador na Vila Toninho.

R. anunciou na OLX uma XRE 300, de placas de Ibitinga, e foi procurado por um golpista identificado como ‘Ademir’, que intermediu a venda para T.

Orientado pelo estelionatário, o comprador depositou R$ 7 mil na conta de Alessandra Santos Aragão, correntista do Bradesco e provável integrante da quadrilha, de acordo com policiais.

Após a operação financeira, T. e R. foram até um cartório rio-pretense onde fizeram a transferência da moto. As vítimas descobriram o golpe quando o dinheiro não apareceu na conta do pedreiro.

OUTRO CASO

O motorista R.S.A., 33, residente no Jardim Alvorada, em Barretos, perdeu R$ 9 mil no golpe. Ele depositou R$ 5 mil na conta de Flávia Helena Rodrigues de Souza, correntista do Santander em Ibirité/MG, e transferiu R$ 4 mil pelo aplicativo, acreditando que estava comprando o Golf 2002, avaliado em R$ 17,5 mil, do balconista T.A.R.S., 32, morador do bairro João da Silva, em Rio Preto.

A ocorrência foi registrada na tarde desta terça-feira, no Plantão rio-pretense.

O GOLPE

Segundo a polícia, quadrilhas de estelionatários estão aplicando esse golpe em todo o país. O esquema funciona da seguinte forma, o golpista clona anúncios feitos em sites conhecidos, como a OLX, e coloca um valor inferior ao praticado no mercado, adicionando seus dados para contato.

Atraído pelo preço menor, o comprador passa a negociar com o estelionatário, que funciona como um intermediário com o vendedor. Para ambas as partes, o bandido orienta que não mencionem valores do veículo, alegando que há uma dívida em jogo. O objetivo da mentira é não levantar suspeitas na hora em que as vítimas se encontrarem pessoalmente para vistoria no veículo.

Para o dono do carro ou moto, o marginal afirma que quem deve para ele é o comprador. E para o comprador, o débito é do proprietário do veículo.

Depois que a venda é fechada, o criminoso fala para o comprador fazer um depósito em conta de ‘laranjas’ da quadrilha. Quando o dinheiro não aparece no nome do verdadeiro vendedor é que o golpe é descoberto.

Daniele JAMMAL

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