Glaucoma pode afetar 80 milhões de pessoas até 2020

Uma doença silenciosa, que representa o perigo da cegueira. O glaucoma que não demonstra sinais perceptíveis na fase inicial é a segunda maior causa de cegueira no mundo. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o problema atinge cerca de 900 mil brasileiros. No mundo são mais de 4,5 milhões de pessoas cegas devido à doença e até 2020 este número pode alcançar os 80 milhões.

A doença atinge o nervo-óptico e provoca a perda de células da retina, responsáveis por enviar impulsos nervosos ao cérebro. Os maiores afetados geralmente são pessoas com mais de 40 anos, porém o glaucoma pode ocorrer em qualquer idade, sendo que quem tem histórico da doença na família, possui cerca de 6% a mais de chances de desenvolver a patologia.

A oftalmologista Daniela Monteiro de Barros, especialista em glaucoma do D’Olhos Hospital Dia, explica que pode-se dividir a doença em dois grupos: o glaucoma crônico simples e o glaucoma agudo. “No glaucoma crônico simples podemos ter pacientes com pressões (oculares) não tão altas, já no glaucoma agudo a pressão sobe a níveis tão altos que o paciente tem desconforto ocular imediato. Esse segundo subtipo do glaucoma dá sintomas, só que esse afeta a minoria dos pacientes”, explicou.

A maior parte dos pacientes só apresenta algum sintoma quando a doença já está avançada. Segundo a médica quando o paciente apresenta algum sintoma (como dores oculares intensas, baixa de visão, observação de halos coloridos ao redor de lâmpadas) é um indício de que já perdeu pelo menos 30% do nervo ótico. A oftalmologista destaca que a melhor forma de prevenção é a consulta com o oftalmologista anualmente. “Glaucoma não tem cura, mas tem tratamento. Nós temos que entender que é uma doença grave, mas que se respeitada consegue-se manter um padrão visual bom pelo resto da vida”, afirmou.

Diagnosticado com glaucoma há quase 10 anos, o motorista aposentado Rubens Vivaldine Janoário de Paula, de 57 anos, contou que um dos primeiros sintomas da doença foi a dificuldade em enxergar na hora de dirigir. Ele precisou fazer a cirurgia a laser para conseguir estabilizar o glaucoma. “Eu fiz uma cirurgia a laser há três anos e sempre uso um colírio para manter a pressão do olho baixa. Hoje a doença está controlada e eu enxergo bem, melhorou bastante”, concluiu.

 

Por Priscila Carvalho

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