Giovanna é a 1ª mulher rio-pretense na Academia Militar das Agulhas Negras

O Desfile Cívico deste 7 de Setembro também contou com a participação de cadetes da Aman (Academia Militar das Agulhas Negras), que tem sede no Rio de Janeiro.
A curiosidade que isso traz gira, basicamente, em torno de uma personagem. Giovanna Frisene de 20 anos. Ela é a primeira mulher rio-pretense a conseguir ingressar na Academia.

“As mulheres foram muito bem recebidas, porém os cadetes estão em constante aprendizado de como agir, já que só há duas turmas de mulheres”, diz a cadete que é filha de tenente da Polícia Militar.

Giovanna inicia a entrevista dessa forma porque somente em 2018 a Academia aceitou que mulheres também participem das formações. Ela está na segunda turma e, ao todo, segundo ela, há um número de aproximadamente 65 mulheres.

A jovem de São José do Rio Preto disse que pretende seguir carreira dentro da Aman e que vai tentar o curso básico de paraquedista.

“As principais dificuldades que encontro são nos treinamentos físicos e em algumas avaliações”, frisou a moça de frases curtas.
Mas falando principalmente do machismo, ela ressaltou que é uma situação “enraizada na sociedade e as mulheres estão todos os dias aprendendo a lidar com isso”.

“Apesar de a Aman ser composta também por integrantes dessa mesma sociedade, posso afirmar que nós nunca somos excluídas de nenhuma atividade pelo nosso gênero e, qualquer dificuldade que enfrentamos em treinamento físico ou em exercícios, os outros cadetes estão sempre lá para nos ajudar, pois somos todos da mesma família”, finalizou a jovem.

Por Ygor ANDRADE

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