Gasolina sobe em Rio Preto e chega a R$ 4,28

Mais uma vez o rio-pretense acordou assustado quando saiu de casa para trabalhar no dia de ontem. Em uma ação, literalmente, do dia para a noite, os postos de combustíveis da cidade aumentaram o valor da gasolina, em média, para R$ 4,27 e do etanol, em média, para R$ 2,97.

A alta, já prevista na semana passada pelo presidente do Sincopetro de Rio Preto, Roberto Uehara, mesmo depois do anúncio de três quedas consecutivas no valor da gasolina, feitas pela Petrobras, deixou o rio-pretense estarrecido e sem ânimo diante a situação.

“Eu sinceramente não me espanto mais, porque a gente já espera isso hoje em dia. Tudo, a cada mês, a cada tempo, é aumento de energia, é tudo. Ainda mais a gasolina, que ano passado tivemos aumentos consecutivos. Então, já é algo que nem espanta mais”, afirmou o auxiliar de escritório, Thiago Raphael Vieira, 26 anos, que já vinha buscando alternativas para driblar o alto custo do combustível.

“Eu que tenho uma renda de R$ 1.500. Preciso do carro, que é meu único meio de transporte. Então, cada vez que tem um aumento desses, a gente tem que tentar se adaptar. Recentemente fui passar o Natal na casa da minha namorada, que mora em Vista Alegre do Alto. Preferi ir de ônibus. Fica a 100 km daqui e escolhi o ônibus. Fiz as contas na ponta do lápis e saiu mais barato. Então, é algo que não espanta, mas desanima”, encerrou.

MILHARES DE RECLAMÇÕES
Arnaldo Vieira, diretor do Procon, que recebeu só na manhã de ontem, 32 ligações de reclamações em seu celular pessoal, fora outros milhares de telefonas durante o dia no Procon, mostrou-se indignado com o aumento.

“Não tem como entender. Até ontem estava R$ 3,87, a gasolina e foi para R$ 4,25. Um aumento de 9,8%. Fora o etanol que subiu 10,3%. Mais uma vez o consumidor se “estrepa”. Isso é um crime. E não temos muito que dizer para o consumidor, porque existe uma total falta de ação por parte do Ministério Público e do Judiciário, que foram protocolados no ano passado sobre o assunto e não tivemos uma resposta”, afirmou Vieira, que ainda questionou a compra de combustíveis dos postos rio-pretenses das distribuidoras.

“Será que todos compram da mesma distribuidora? Por que eles buscam combustível em Santos e não em regiões mais próximas? Então, infelizmente, temos que dizer para os consumidores que abasteçam em outras cidades, ou outros locais que ainda não subiram o preço. A gente não consegue entender. Por que quando anuncia uma redução, o valor cai R$ 0,02, R$ 0,03, e quando sobe, sobe R$ 0,30? Lamentamos demais essa situação”, finalizou.

 

Por Marcelo SCHAFFAUSER

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