Games viram ferramenta para treinar e engajar funcionários

Foto: Cláudio Lahos

Uma empresa rio-pretense de call center vem obtendo resultados positivos unindo trabalho e tecnologia com a gamificação. Há três meses nesse sistema, que consiste em utilizar jogos no ambiente de trabalho, os resultados vem sendo produtivos para o negócio.

Na Cobmax Sales Center, o game foi inspirado em ‘Os vingadores- Ultimato’, filme de sucesso recém lançado nos cinemas, isso porque o tema abrange o interesse de grande parte dos colaboradores.

O jogo consiste em que o funcionário junte 10 joias, que têm a capacidade de unir 10 países como Brasil, França, África do Sul e Estados Unidos, que se encontram em conflito.

Ao término da fase existe uma avaliação que rende moedas para o colaborador. Essas moedas virtuais podem trazer benefícios reais, pois levam a uma boa colocação no ranking corporativo, colocando o funcionário em destaque, além disso proporcionam viagens, eletrodomésticos e smartphone, entre outros benefícios.

Thamires Ramalho, gerente de recursos humanos, conta que a estratégia traz um crescimento para ambos os lados. Para o patrão, o retorno financeiro é maior, uma vez que funcionários rendem mais, por não estarem sob pressão. E para os colaboradores, pois ao conviverem com um modo inovador de trabalho, estão prontos para qualquer outro desafio.

“Isso gera um engajamento nos funcionários. Essa forma de trabalhar tira a pressão e cobrança, trazendo para empresa um clima agradável”, afirma Thamires.

A gamificação foi também uma estratégia, usada pelos diretores da empresa, para trazer mais conteúdo para os colaboradores, através de treinos e cursos, que são transmitidos através da plataforma de cada funcionário, segundo a sua necessidade.

Quem explica é Alexandre Voltan, gestor de inovação. Segundo ele, ao contrário de que muitos imaginavam, em três meses de atividade, o novo método trouxe grandes retornos financeiros à empresa.

“Não é só para deixar o trabalho mais prazeroso, nós ganhamos na parte de treinamento. Ao todo, são mais de 300 pessoas, o transtorno para trazer um treinamento para esse número de pessoas era enorme, hoje basta colocarmos esse treinamento nos jogos, que automaticamente todos serão atingidos”, explica Voltan.

Atualmente, a empresa tem em seu quadro 350 funcionários, 79% com idades entre 17 e 25 anos, e por esse motivo, uma das preocupações dos diretores, era trazer a inovação, sem esquecer de ensinar para os novos funcionários a responsabilidade.

Thales de Oliveira, 23, trabalha há 2 anos e 8 meses na empresa e diz que no tempo em que se enquadrou no método amadureceu o dobro do que em pouco mais de dois anos na empresa.

“O rendimento é bem melhor. Antes pensávamos apenas em bater metas, hoje já queremos produzir mais do que nos pedem, afinal, temos uma gratificação no fim do mês. Achei bacana juntar o trabalho, que no meu caso era estressante, com lazer. Acho que hoje me vejo mais responsável e com um campo maior de visão empresarial”, conclui Thales.

Colaborou Thais LOBATO

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