Funcionários dos correios decidem adiar greve

Após proposta do TST, categoria se reuniu em assembleia e decidiu adiar a paralisação para uma próxima reunião, que acontece no dia 14 de agosto.

No final da noite de terça-feira, dia 7 de agosto, trabalhadores dos Correios de Rio Preto estiveram reunidos em assembleia para decidir sobre a proposta apresentada pelo Tribunal Superior do Trabalho, que tentava uma negociação com a categoria a fim de evitar uma paralisação por parte dos funcionários.

Sérgio Luiz Pimenta, secretário geral do Sindicato dos Correios na cidade, disse que agora todos irão sentar e analisar com calma, pra tentar entender melhor a proposta.
“Na última assembleia, realizada na terça-feira, decidimos por unanimidade que não iríamos debater sobre o que havia sido proposto pelo TST. Todos os trabalhadores que participaram do encontro decidiram manter o estado de greve. A proposta gerou dúvida entre os trabalhadores”, explicou Pimenta.

O TST tentou um acordo com a categoria propondo a manutenção do acordo coletivo antigo e reajuste pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), que acumula 3,53% nos últimos 12 meses.

Já os trabalhadores pedem a manutenção do acordo, reajuste salarial entre 5% e 8% mais aumento linear de R$300 e o fim da cobrança de mensalidade do plano de saúde.
Em março desde ano, o TST decidiu que a cobrança da mensalidade do plano de saúde poderia ser feita pela empresa ao titular e seus dependentes. Antes, os funcionários e seus familiares pagavam apenas um percentual por consulta ou exame, de acordo com uma tabela do plano.

No ano passado, a categoria paralisou as atividades por 18 dias. O movimento foi encerrado em outubro, após proposta que previa reajuste de 2,07% nos salários e benefícios, manutenção das cláusulas sociais, compensação de 64 horas (oito dias) e desconto dos demais dias de ausência, além da manutenção das cláusulas já existentes no acordo firmado em 2016.

A categoria marcou uma nova assembleia para o próximo dia 14 de agosto para decidir se paralisam ou não os serviços em todo o País.

 

Por Jaqueline BARROS

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