Funcionários aguardam documento oficial do Correios para decidir pelo fim ou não da greve

IMPASSE - Sérgio Pimenta afirmou que outra assembleia será feita no sindicato (Foto: Guilherme Batista)

Mesmo com a proposta apresentada pelo vice-presidente do Tribunal Superior do Trabalho, o ministro Emmanoel Pereira, que propôs o acordo coletivo de trabalho 2017/2018 para os Correios e as federações representantes dos trabalhadores, os funcionários rio-pretenses, em maioria, votaram na tarde de ontem, durante mais uma assembleia realizada no sindicato da categoria, pela manutenção da greve, pelo menos até hoje.

Segundo o presidente do sindicato dos trabalhadores dos Correios, Sérgio Pimenta, como a minuta com o acordo redigido não foi entregue, os funcionários decidiram esperar até hoje, quando acontece uma nova assembleia, para discutir as propostas apresentadas e se continuam ou não com a greve que começou no último dia 19 de setembro.

“Já tivemos caso de que a empresa fez uma reunião de mediação e na hora de confeccionar as cláusulas, ela mudou algumas coisas. Então, achamos por bem esperar esse documento chegar para as direções sindicais e as federações analisarem essa minuta para podermos passar com clareza para os trabalhadores”, explicou Sérgio Pimenta.

Sobre o acordo proposto pelo TST, que contempla reajuste de 2,07% (INPC) retroativo ao mês de agosto de 2017, compensação de 64 horas (8 dias) e desconto dos demais dias de ausência, além da manutenção das cláusulas já existentes no ACT 2016/2017, o presidente comentou.

“Não é o acordo dos nossos sonhos, muito longe disso. Mas a gente tinha no começo da nossa luta, uma das situações era que pelo menos mantivesse os benefícios, as cláusulas sociais que a gente durou tanto tempo para conseguir. E, pelo que foi decidido ontem, se mantém tudo, inclusive os tickets que iriam ser tirados”, afirmou.

Fonte: Marcelo Schaffauser – Redação Jornal DHoje Interior 

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