Fumantes têm 14 vezes mais chance de morrerem por Covid

O hábito de fumar é ainda mais perigoso neste período de pandemia. Segundo a Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo, fumantes têm 14 vezes mais chances de morrer pelo coronavírus do que não fumantes.Agencia Brasil

Neste domingo, 31 de maio, é celebrado o Dia Mundial Sem Tabaco. A data foi criada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em 1987 para alertar sobre as doenças relacionadas ao tabagismo. O hábito de fumar é ainda mais perigoso neste período de pandemia. Segundo a Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo, fumantes têm 14 vezes mais chances de morrer pelo coronavírus do que não fumantes.

“O fato de os fumantes estarem mais propensos às infecções virais e a probabilidade de morte 14 vezes maior quando a covid-19 infecta fumantes, de acordo com estudos realizados, faz deste um bom momento para se pensar em tratamentos antitabagismo”, ressalta o presidente da entidade, João Fernando Monteiro Ferreira. Segundo a OMS, o tabaco mata mais de oito milhões de pessoas a cada ano.

Dhoje Interior

O otorrinolaringologista Evandro Marton da Silva falou sobre as outras consequências do cigarro para a saúde. “A curto prazo o paciente começa a ter alteração no hálito, manifestações nasais, tosse, aumento dos problemas alérgicos, além de ter uma piora da capacidade respiratória. Já no médio e longo prazo esses sintomas vão se intensificando, então vai ficando mais difícil de ter uma capacidade respiratória adequada, comparada a que ele tinha anteriormente.

E quanto mais tempo exposto ao cigarro e quanto maior a quantidade também, maior a chance de desenvolvimento de câncer, como o de pulmão, laringe, faringe e boca, por exemplo”, explicou. Mais do que preservar a saúde, o fumante precisa lidar com o vício. Em Rio Preto, há um programa antitabagismo que atua em seis unidades de saúde: Vila Toninho, Estoril, Solo Sagrado, Rio Preto 1, Jardim Americano e Santo Antônio. No total, cerca de 150 pessoas são atendidas por semestre. “As pessoas passam por uma avaliação médica e participam deste tratamento em grupo, que dura cerca de quatro meses. Lá damos todo o apoio psicológico e oferecemos orientações para que eles consigam se livrar do vício do cigarro.

Muitas vezes a dependência de fumar é psicológica, então eles acabam tendo uma recaída diante de uma situação que cause ansiedade ou que seja estressante”, comentou a psicóloga e responsável pelos grupos Maria Isabel Cerva. Atualmente, as reuniões destes grupos estão suspensas por conta da pandemia. Segundo a psicóloga, os participantes estão cumprindo apenas a parte médica do tratamento e a intenção é retornar com as reuniões com estes pacientes após a pandemia

Por Vinicius LIMA