Fraudes nas ligações de água ‘alimentam’ desperdício de 40%

Adulterações nos hidrômetros estão entre as mais frequentes encontradas durante fiscalizações

Manipulações no cavalete, perfurações no medidor de consumo, irregularidades no hidrómetro (rompimento dos lacres ou danos ao aparelho, como perfurações na cúpula), ligações clandestinas diretas na rede de abastecimento e violação de ligações cortadas colaboram para agravar o desperdício de água no país, que gira em torno de 40%, segundo o Instituto Trata Brasil. Em Mirassol, foram flagradas 90 irregularidades, de janeiro a setembro deste ano, conforme a Sanessol.

Fraudes dessa natureza constituem crimes tipificados no Código Penal (art. 155, §§ 3º e 4º, II).

“Quem frauda, além de cometer um crime, prejudica diretamente o meio ambiente, porque geralmente essas pessoas consomem água sem controle já que não estão pagando por esse serviço como o restante da população. Outro ponto de alerta é que com a manipulação indevida nas tubulações, a rede fica exposta, podendo ocasionar contaminação da água”, ressalta o gerente geral da Sanessol, André Scanavini.

De acordo com ele, pode-se concluir que as fraudes contribuem significativamente para aumentar os índices de perdas no sistema de abastecimento de água.

“A concessionária trabalha intensamente no combate às adulterações, monitorando o consumo mensal e fiscalizando os hidrômetros nas residências. Nossas equipes estão capacitadas e atentas para detectar eventuais irregularidades. É importante que as pessoas se conscientizem que nosso intuito não é o de punir, mas fazer com que possamos ter um serviço justo e de qualidade para todos”, complementa.

Para reforçar o combate às irregularidades, a concessionária implantou um sistema que usa sensores e inteligência artificial, o Fluid.

“É como se fosse um ouvido biônico, essa ferramenta, criada pela Stattus4, é capaz de descobrir vazamentos ou fraudes por meio da vibração das tubulações”, finaliza Scanavini.

Por Daniele JAMMAL

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