Força Sindical discute contribuição

Reunião reúne representantes de 25 sindicatos. João Pedro Filho é o novo coordenador regional

Com nova lei trabalhista imposto sindical passa a ser facultativo para os trabalhadores. Força entende que posicionamento em assembleia é o suficiente para a autorização, não sendo necessária autorização individual. Novo coordenador regional apoia a orientação.

João Pedro Filho é o novo coordenador regional da Força Sindical. A posse foi realizada na tarde desta terça-feira (13) no Sindalquim (Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Fabricação de Álcool Químicas e Farmacêuticas de São José do Rio Preto – SP e Região). A mudança deve-se ao falecimento do antigo dirigente Eurives Silva.

A reunião contou com a presença de representantes de 25 sindicatos filiados da região e do presidente da Força São Paulo, Danilo Pereira da Silva, que iniciou o debate sobre as mudanças na contribuição sindical prevista na reforma trabalhista. Com a nova lei, o repasse as entidades é facultativo.

“No nosso entendimento, a autorização para a contribuição não precisa ser individual. Para nós, a assembleia é soberana. Então, se decido o pagamento aos sindicatos, em uma assembleia bem divulgada e de boa aderência, está válido. É essa a orientação que estamos realizando”, afirma Pereira.

Para o novo coordenador da região, organização será essencial. “Devemos começar do interior para São Paulo. Estamos debatendo muito o ‘imposto sindical’. O que é isso? É em torno de 3% do desconto da folha do trabalhador. Estamos nos preocupando por pouco, enquanto temos muito para fazer”, coloca.

De acordo com Filho, na região será encaminhado editais de pagamento para todas as empresas. “Não vejo margem para o não cumprimento. Além disso, temos diferentes pontos negativos para mostrar ao trabalhador sobre a reforma”, pontua.

Atualmente, 40 sindicatos estão filiados à Força Sindical na região de Rio Preto. A intenção da nova gestão é reduzir as divergências em todas as frentes. “Precisamos saber que se junto já está difícil, imagina desgarrado”, conclui.

 

Imposto sindical facultativo para trabalhadores 

Com a nova lei trabalhista, o pagamento do imposto sindical passa a ser opcional para o trabalhador. Se este, optar por realizar a contribuição deve informar a decisão ao empregador que realiza a cobrança sobre a folha de pagamento.

O questionamento entre sindicato e os setores jurídicos das empresas é se a permissão precisa ser realizada individualmente ou de acordo com decisão da classe. Para os sindicatos, as assembleias teriam este poder.

O imposto é destinado da seguinte forma: Do total, 5% vai para as confederações, 10% para as centrais sindicais, 15% para as federações, 60% para o sindicato de base e 10% para uma conta especial emprego e salário, na Caixa Econômica Federal. O valor na conta é usado para custear parcialmente alguns programas sociais.

O deputado federal Paulinho da Força (Solidariedade) e dirigentes da Força Sindical negociam desde outubro de 2017 com o presidente Michel Temer (MDB) a assinatura de medidas que regulamentem a contribuição obrigatória novamente.

 

Por Marina LACERDA

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