Ex-namorado que esfaqueou universitária em Ilha Solteira é preso

ARQUIVO PESSOAL/LEITORES - 11/04/2018: Homem foi preso pelas equipes de Pereira Barreto através de uma denúncia anônima.

A Polícia Militar de Ilha Solteira confirmou durante a manhã desta quarta-feira (11) a prisão do suspeito de ter esfaqueado, Maria Júlia Quintino da Silva, estudante universitária do curso de zootecnia e morava a menos de 150 metros do campus da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (UNESP). O crime que comoveu cidades do interior de São Paulo, comunidade acadêmica e movimentos sociais que discutem a violência de gênero, aconteceu na tarde de segunda-feira dia (09).

ARQUIVO PESSOAL/REPRODUÇÃO/ DOUGLAS COSSI FAGUNDES – 09/04/2018: Com muita tristeza e um pedido de Justiça, familiares, colegas de sala, professores e populares fizeram o sepultamento da adolescente no Cemitério de General Salgado.

Jean Gomes de Menezes Santana de 28 anos estava foragido em Pereira Barreto e foi detido por uma equipe das policias Civil e Militar entorno das 08h30, sob forte esquema de segurança deverá prestar depoimento na delegacia de Ilha Solteira por onde estão concentradas as investigações. O fluxo de veículos na região do distrito policial precisou ser bloqueado.

“Foi um mandado de prisão expedido pela Justiça de Ilha Soleira, inicialmente ele disse que ficou escondido numa fazenda não disse maiores detalhes e preferiu falar na presença do advogado”. Diz o delegado Miguel durante uma breve coletiva na porta do prédio, a prisão temporária tem o prazo de 30 dias.

O uso das redes sociais contribuíram nas investigações das equipes do capitão da PM Fábio Akira,”Através das redes sociais descobrimos que o autor seria o possível ex-namorado da vítima, recebemos uma denúncia pelo 190 de Araçatuba que havia um suspeito próximo ao recinto de festas de Pereira Barreto, deslocamos uma equipe para o local, ele disse na hora que estava em fuga”. Fala o Capitão Akira. Menezes foi encaminhado para cadeia pública de Penápolis.

População e colegas acadêmicos se mobilizaram na frente do prédio da polícia civil e num só tom, ‘justiça’ e ‘assassino’, acompanharam a chegada do rapaz. Não houve registro de confusão. Gomes estava caminhando próximo a uma estrada com acesso a Praia Pôr do Sol, rodovia Padre Valentim Felipe Stefanoni e não reagiu ao receber voz de prisão.

O CRIME

Adolescente de 17 anos nasceu em General Salgado e mantinha um relacionamento há pelo menos três anos com indiciado e havia ingressado este ano na primeira turma do curso ao campus da Faculdade de Engenharia em Ilha Solteira, Menezes que confessou o assassinato, ficou escondido atrás de uma parede próximo da república onde a garota vivia com outras amigas a rua Passeio do Batalha.

Quando Maria Julia deixava a residência estava indo até a faculdade quando foi abordada pelo agressor de carro dirigindo um Gol preto, segundo a polícia teria golpeado 35 vezes o corpo da garota, depois abandou o local com a mulher caída ao chão. No assentamento Estrela da Ilha onde morava despediu-se dos pais e pediu ao primo considerado o segundo participante na ação violenta ele fez o transporte do parente pouco depois até uma propriedade rural onde familiares trabalham.

O veículo foi apreendido horas depois do crime, o familiar foi detido, prestou depoimento e ao pagar a fiança voltou para casa. O delegado tenta agora entender qual a relação dele com o caso e de que forma exatamente teria ele ofereceu tal ajuda.

ASSISTA: via Douglas Cossi Fagundes

A audiência do suspeito ao longo de sete horas depois da prisão na companhia de um criminalista e testemunhas não encerra a triste história de um crime passional, o suspeito admitiu autoria da agressão e a investigação continua, “Perícias e outras testemunhas que não foram ouvidas serão requisitadas, diante das evidências ele vai ficar preso, inquérito deve ser concluído em 60 dias, em resumo ele disse em depoimento que não aceitava o fim do relacionamento e acabou perdendo a cabeça”. Afirma o delegado Miguel Neto.

Contou ainda durante esta primeira versão que usou um canivete descartado em seguida em um matagal esse é o primeiro caso de feminicídio registrado na Estancia Turística de Ilha Solteira “Um crime bárbaro, chocante, assustou a região, os estudantes, acabou gerando uma repercussão muito grande”. Finalizou o delegado. Durante os últimos dias o ex-namorado da estudante disse que ficou escondido no meio do mato e diante das dificuldades de sobrevivência preferiu se entregar, será denunciado na Justiça aos crimes de homicídio qualificado por motivo fútil, meio cruel, emboscada e feminicídio.

DA REPORTAGEM:

Colaboração: Guilherme Ramos, às 19h04.

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