Financiamentos da safra 2016/2017 superam R$ 137 bilhões

Distribuição do crédito de custeio tem como destaque a participação de soja (34,7%) e do milho (12,8%)

Contratação de crédito foi aplicada para custeio, comercialização, investimentos e industrialização, principalmente de soja e milho.

A contratação de créditos da agricultura empresarial na Safra 2016/2017 chegou a R$ 137,2 bilhões, de acordo com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Desse total, R$ 82,3 bilhões foram para custeio, R$ 23 bilhões para comercialização, R$ 26,5 para investimentos e R$ 5,4 bilhões para industrialização.

A distribuição do crédito de custeio de produtos agrícolas tem como destaque a participação da soja (34,7%), do milho (12,8%) e dos insumos para cooperados (10,8%). A pecuária se destaca, respondendo por 66,8% dos financiamentos de custeio.

A contratação de crédito rural da safra terminou em 30 de junho e, segundo a Secretaria de Política Agrícola do Mapa, manteve a mesma distribuição observada nos anos agrícolas anteriores. A queda do crédito de custeio ocorreu, segundo o ministério, porque a industrialização não é mais classificada como custeio, mas figura como modalidade específica do crédito rural.

Enquanto o crédito de custeio a juros controlados teve redução de 19% em relação à safra anterior, o crédito a juros livres aumentou 72%, em grande parte graças ao direcionamento de recursos provenientes da emissão de Letra de Crédito do Agronegócio (LCA) para o crédito rural.

Participação regional

Os destaques regionais nos financiamentos de custeio agropecuário foram as regiões Sul, que  respondeu por 33% do custeio e 26% dos investimentos, e Centro-Oeste, que recebeu 30% do total do crédito de custeio e 36% do crédito de investimentos.

No que se refere à participação dos agentes financeiros no financiamento da agricultura, os bancos públicos reduziram sua participação em 23% com recursos controlados. A parte de recursos livres não foi alterada. Os bancos privados tiveram aumento de participação de 10% a juros controlados e de 36% a juros livres.

 

Da Redação

Fonte: Portal Brasil

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