Filhos aprendem a ter limites no mundo dos videogames

vídeo game - Pequeno Heitor Oliveira Silva, de 11 anos, consegue separar diversão de tarefas

No mundo atual a tecnologia está em constante desenvolvimento. Crianças, jovens e adultos todos reunidos em torno dela. Porém, o assunto levanta uma questão, principalmente aos pais, se o uso de vídeo games é bom ou ruim para as crianças.

Logo nos primeiros anos de vida já são vistos aparelhos eletrônicos, como notebooks, tablets e smartphones, que conquistam rapidamente a atenção dos pequenos. É o caso do Heitor Oliveira Silva, de 11 anos. O estudante é apaixonado por vídeo games, mas sabe a hora certa de jogar. “É muito gostoso, me divirto bastante jogando. Mas durante a semana não jogo porque faço minhas tarefas da escola”, conta.

Dhoje Interior

Tânia Aparecida de Oliveira, mãe de Heitor, afirma que organiza os horários do filho para os momentos de estudos e lazer. Ela reforça a importância do filho saber das obrigações ainda pequeno. “Se a gente deixar ele vai querer jogar vídeo game toda hora, então organizamos uma rotina de estudos durante a semana, e aos finais de semana e feriados ele joga. Porém, há dias que ele pega o vídeo game horas antes de ir à escola.”

De acordo com Tânia, o filho passou a ser mais comunicativo depois que começou a jogar vídeo game. Além de mexer com a criatividade e senso de decisão do pequeno Heitor. Porém, ela acompanha de perto o conteúdo e os tipos de jogos que o filho interage. “Ele era muito quieto, mas hoje em dia está comunicativo e tudo aconteceu após os jogos. Vejo ele sempre interagindo com outro amigos para planejarem estratégias nos jogos, então foi bom, além de descontraí-lo”, finaliza.

O estudante Francisco Nakamoto Andrade, de 13 anos, tem verdadeira paixão pelo mundo dos games, porém, sabe da importância de se dedicar aos estudos. Nos momentos de lazer o adolescente aproveita para fazer o que mais gosta. “É uma distração pra mim, jogo bastante no fim de semana de 2 a 3 horas. Mas durante a semana estudo e faço minhas da escola”, conta.

Para Rabino Samy Pinto é importante que os pais acompanhem o conteúdo das crianças, os tipos de jogos, programas de televisão e sites que não são apropriados para o público infantil. “Cabe ao adulto selecionar e permitir qual tipo de influência seus filhos irão absorver. É importante que pais, professores e agentes educacionais estejam atentos e envolvidos com o desenvolvimento do material para crianças”, explica.

 

Por Mariane Dias