Fiéis fazem peregrinação em homenagem ao padre Mariano

Uma peregrinação de sete quilômetros entre o Distrito de Engenheiro Schmitt e Cedral é a forma que fiéis homenageiam há 11 anos consecutivos o padre Mariano de La Mata Aparício, o primeiro beato da Diocese de Rio Preto. O caminho do padre Mariano, como ficou conhecido, será realizado amanhã, às 6h, com a missa celebrada pelo bispo Dom Tomé Ferreira da Silva, na Igreja Beato Mariano, junto ao asilo de Engenheiro Schmitt. Logo após, os peregrinos seguem em caminhada até a Igreja São Luiz Gonzaga, em Cedral.

A caminhada, que já é tradicional pela região, refaz o caminho que o religioso percorria quando era sacerdote. A partir das 7h os devotos seguirão pela antiga estrada de terra, do asilo de Schmitt até a Igreja em Cedral. No local será realizada uma oração de encerramento às 9h. Logo depois, às 9h30 haverá outra missa com a comunidade de Cedral e peregrinos.

Segundo o padre agostiniano e um dos organizadores da caminhada, Eliseo Lopes Bárdon, ele destaca que o padre Mariano é lembrado até hoje principalmente pela sua bondade.

“Entre outras coisas é lembrado pela sua bondade e na forma de acolher as pessoas. Para a caminhada esperamos receber de duas a três mil pessoas e todos estão convidados a participar conosco”, disse.

Em 5 de novembro de 2006 o padre Mariano foi oficializado como beato e o dia foi estabelecido como data litúrgica em sua memória, sendo que no ano seguinte se iniciou a caminhada do padre Mariano, como forma de homenagem. O pároco ficou conhecido após curar João Paulo Polotto, quando tinha cinco anos, em 1996. O menino foi vítima de um atropelamento em Barra Bonita, quando participava de uma excursão com o irmão e a mãe. Ele foi socorrido em estado grave e após funcionários e alunos do Colégio São José, onde o garoto estudava, invocarem a intercessão do padre Mariano, o menino saiu do coma e se recuperou totalmente, algo inexplicável pela ciência. O fato foi atribuído como um milagre e após o processo de beatificação, foi reconhecido pelo Vaticano.

Além da devoção e fé, durante a caminhada os fiéis ainda podem ser solidários e doarem produtos de higiene pessoal, que serão entregues aos moradores do asilo de Schmitt. Durante o trajeto voluntários estarão prestando apoio aos peregrinos, oferecendo água e lanche. “A caminhada reúne milhares de fieis que caminham para agradecer e pedir bênçãos do beato que por 11 anos conviveu entre os rio-pretenses. Ele morreu em abril de 1983”, concluiu Bárdon.

Por Priscila CARVALHO

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