Festa do Milho de Jaci comemora 30 anos como referência na culinária caipira

Divulgação

Cem mil pessoas devem passar pelo Parque do Milho de Jaci, nos domingos de 7 e 14 de Abril, quando acontece a 30ª edição anual da Festa do Milho. Ela vêm de vários pontos do Estado e de outras regiões do Brasil. Este ano o cardápio traz como novidade a Milhoada, inspirada na feijoada, que leva no lugar do feijão, milho de canjica.

O evento é definido pelos organizadores como a maior festa solidária do Noroeste de São Paulo. E também uma celebração da culinária caipira, com um cardápio baseado no milho, que é degustado ao ar livre, ao som de orquestra de viola e apresentações de artistas regionais. A Festa integra o calendário oficial de eventos da Secretaria de Estado de Turismo. Criada em 1990, tem por objetivo envolver a comunidade nos trabalhos da Associação e Fraternidade São Francisco de Assis na Providência de Deus, estimular a solidariedade e despertar o olhar para os mais necessitados, fazendo brotar a vivência da caridade naqueles que participam da festa ou trabalham nela.

Seus números são superlativos: são 2 mil voluntários que vêm de várias cidades (inclusive Rio de Janeiro) e outros 200 que trabalham para preparar os pratos. Mais de 200 toneladas de milho verde são transformadas em 30 tipos de quitutes doces e salgados.

São produzidas 60 mil pamonhas. A pamonha é considerada a rainha da festa, pois é a mais procurada e que acaba primeiro. Outro destaque sãos as coxinhas de milho com carne. Ao todo são 15 mil salgados, além de curau, bolos, croquetes e afins.

 

Há ainda venda de sucos, sorvetes e refeições completas: nhoque, macarrão, arroz carreteiro, costela no tacho e churrasco de boi, porco e todos acompanhados de milho. O almoço custa de R$12 a R$15 e vem com arroz, feijão, milho refogado e uma carne. A Milhoada, sairá mais barato: o pote deverá custar menos de R$10. Assim como o Milho tropeiro, criado ano passado e fixado no cardápio.

 

É uma festa para a família, que oferece 80 barracas com grande variedade de pratos e atrações. Com shows de música sertaneja de raiz e passeios de trenzinho para as crianças.

Toda a arrecadação da Festa do Milho de Jaci vai para as 60 unidades da Associação mantida pelo Frei Nélio (nosso entrevistado nesta edição). São entidades espalhadas em 5 estados e 2 países, que oferecem atendimento social e inclui gestão de hospitais gerais e específicos (para portadores de multideficiências e idosos), ambulatórios médicos de especialidades, casa abrigo para doentes, comunidades terapêuticas de recuperação, ambulatório para diagnóstico e tratamento contra a dependência química e projetos educacionais, que têm como objetivo prevenir o uso de drogas por crianças e adolescentes.

A Festa do Milho tem entrada franca. O primeiro domingo tem movimento de 40 mil pessoas e o segundo dia atrai 60 mil visitantes. Se ainda não conhece, vale a pena. É um dia típico de comida caipira e a chance de experimentar o legítimo milho cultivado e preparado no sertão.

Ellen Lima

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