Feira do Solo Sagrado deve se tornar a maior de Rio Preto

Noventa e cinco comerciantes protocolaram Termo de Interesse para Formalização de Atividade como Feirante durante edição do Empreende Rio Preto, realizada ontem (19), na feira livre do Solo Sagrado.

Durante a ação, foram prestadas orientações quanto autorizações para Comércio Ambulante, abertura e regularização de Microempreendedor Individual (MEI), obtenção de crédito a juros de 0,35%, realizados cadastros no Balcão de Empregos e inscrições em cursos profissionalizantes ofertados pela Prefeitura.

“Agora, os documentos apresentados por eles passarão por avaliação da Divisão de Feiras Livres para verificação do devido enquadramento e, posteriormente, serão analisadas pelo Conselho Municipal de Feiras Livres”, explica o secretário de Agricultura e Abastecimento, Pedro Pezzuto Júnior, responsável pelas feiras no município.

Caso o processo seja positivo para todos que manifestaram interesse, a Feira do Solo Sagrado, realizada todos os domingos na rua Joaquim Lopes da Silva, das 6h30 às 12h, passará a ser maior de Rio Preto, com 134 feirantes. Atualmente, as maiores são as feiras da Imperial e da Boa Vista.

Tradicional na cidade, a feira surgiu ocupando três quarteirões, com suas barracas de pastéis e milho verde a artesanatos e utilidades domésticas. Ao longo do tempo, respondeu ao crescimento populacional e econômico da Zona Norte – hoje habitada por cerca de 250 mil pessoas –, mais que dobrando de tamanho em extensão e número de comerciantes.

“A região Norte tem vocação natural para o empreendedorismo, que é próprio também dos feirantes. Como nosso plano neste ano é descentralizar as ações, direcionamos essa edição do Empreende Rio Preto para atender as necessidades da feira do Solo Sagrado”, explica o secretário de Desenvolvimento Econômico e Negócio de Turismo, Jorge Luís de Souza.

A ação contou com parceria do Sebrae-SP, do Banco do Povo, da Secretaria do Trabalho e do Emprego.

“Vemos com bons olhos essa iniciativa, porque queremos que todos os trabalhadores tenham garantido seu direito de trabalhar. Para isso, defendemos a regulamentação daqueles que já estão na feira e vão somar com a nossa categoria, promovendo uma feira melhor para a população da região do Solo Sagrado”, avalia o presidente do Sindicato dos Feirantes, Milton Perozin.

A ação ainda teve apoio do Conselho Municipal de Feiras Livres.

“Achamos muito positiva a proposta construída com os setores envolvidos, para que todos possam trabalhar dentro da legalidade, de forma justa”, comenta o conselheiro Jesus Ganzela.

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