Família faz campanha para conseguir reformar a casa e receber filho com problemas de saúde

Foto Divulgação

Para levar o filho pra casa, pais lutam contra o tempo para conseguir colocar forro no imóvel, comprar um ar-condicionado e um aspirador para a traqueostomia. Desempregados, eles contam com a ajuda de amigos para conseguir doações.

O bebê Thiago Mateus tem menos de 120 dias, e, desde o nascimento, a criança está internada no Hospital da Criança e Maternidade de Rio Preto, o HCM. Thiago nasceu em 6 de novembro de 2018 com cranioestenose grave (uma deformidade progressiva da cabeça do bebê, que se dá pelo fechamento precoce de uma ou mais suturas cranianas), Síndrome de Crouzon (uma doença rara, que afeta o desenvolvimento do esqueleto crâniofacial, como olhos afastados e crânio deformado), um sopro no coração e outras síndromes
que os médicos não conseguiram diagnosticar por conta da idade do pequeno Thiago.

“Eu descobri que ele teria uma síndrome apenas 15 dias antes do parto, mas os médicos
não souberam informar qual o tipo de problema. A síndrome dele é muito complexa e todos
os dias vivemos uma batalha. Agora aguardamos uma cirurgia de gastrostomia, já que ele não se alimenta pela boca. A qualquer momento ele pode receber alta, mas já fomos orientados a adequar nossa casa para poder levar o Thiago”, explica a mãe do bebê,
Elisama Priscila Lima da Silva de Arantes.

A batalha de Thiago dura 24 horas, sete dias por semana. Desde que nasceu ele já sofreu
três paradas cardiorrespiratórias, passou por uma traqueostomia (procedimento para facilitar a respiração do pacientes, com a abertura de um orifício na garganta).

Além disso, o pequeno já passou por uma cirurgia no crânio e aguarda para realizar novos
procedimentos. A nova batalha enfrentada pela família deverá ser anunciada em breve. Assim que a direção do HCM comunicar à família da alta médica, a casa da família vai
precisar estar pronta para receber o bebê.

“Já fui orientada pela equipe médica de que devo adequar o forro da minha casa, comprar um ar-condicionado e também um aspirador para a traqueostomia. Meu marido está desempregado, recebendo seguro, eu trabalho em um restaurante ganhando pouco mais de R$1 mil e não sei como iremos fazer. Moramos no fundo da casa do meu sogro e,
não temos condições, ainda que o valor seja pouco, pra nós é muito”, desabafa a mãe do menino.

Em nota, a assessoria de imprensa do HCM informou que Thiago apresenta quadro de
saúde estável, apesar do quadro delicado. Ele já passou por uma cirurgia e deve passar por mais três ainda. E, por isso, ainda não há previsão de alta, por enquanto.

Enquanto isso, a família organiza uma corrente pelas redes sociais em busca de doações para a reforma da casa. Só para mudar o forro do imóvel, o casal deverá desembolsar cerca de R$1,7 mil.

De acordo com o advogado, Marcelo Lavezo, a família tem direito a um benefício junto ao
INSS. “A criança está na condição de pessoa com deficiência. Como o pai está desempregado, o casal pode pleitear o BPC- Benefício de Prestação Continuada no INSS. O
valor é de um salário mínimo. Eles precisam de um laudo médico detalhando a patologia e também demonstrar a pouca ou nenhuma renda fixa”, esclarece o advogado.

Até que os pais acionem o INSS, quem quiser ajudar, pode procurar a família pelo telefone
(17) 98808.8849. No site: www.vakinha.com.br/ajuda-solidaria-pro-thiago-matheus

 

Por Jaqueline BARROS 

COMPARTILHAR

SEM COMENTÁRIOS