FACERES: Projeto evidencia a importância da humanização no trabalho médico

alunas - Laura Romani, Nikelly Quareschi e Naylea Leala falam da importância do programa para humanizar a medicina. Foto Cláudio LAHOS

Maria Laura Romani, Nikelly Quareschi e Naylea Leala, alunas da faculdade de Medicina da Faceres, realizaram um trabalho na Unidade Básica de Saúde do Jardim Maria Lúcia, de assistência a uma idosa acamada. Por meio do projeto apresentado na 9ª edição do Fórum do Projeto Terapêutico Singular, as futuras médicas tiveram a oportunidade de perceber os benefícios de um tratamento mais humanizado e a importância de pensar na saúde dos cuidadores, para que o paciente também seja beneficiado.
No período em que realizado a disciplina Programa de Integração Comunitário, as alunas de Medicina acompanharam uma idosa acamada, que tinha um comprometimento muito sério nas pernas. Por meio das visitas realizadas, a equipe de estudantes percebeu que a situação da paciente era bem complicada e não tinha muito o que fazer, a não ser realizar os chamados cuidados paliativos (assistência que visa melhorar a qualidade de vida do doente e da sua família).
“Nossa paciente já tem uma idade muito avançada, tinha também um histórico de câncer, isso levou a gente priorizar os cuidados paliativos. Promover a saúde da paciente para que ela morra com saúde e bem-estar. A gente percebeu que o foco teria que ser na saúde mental da família. Ao cuidar da paciente, a família acaba ficando um pouco desestabilizando, porque cuidar de outra pessoa é muito complicado. É uma coisa que envolve a família inteira, causa uma desestrutura psicológica em relação a isso”, comenta as estudantes.
Acompanhando a família, as aulas perceberam que a paciente só teria uma boa qualidade de vida, se os cuidadores estivessem bem. Foi nesse momento que o trabalho se voltou para os cuidados da família. “A gente trouxe o bem-estar do cuidador para poder trazer uma melhora para o quadro da paciente. O cuidador colabora muito com o trabalho da equipe de saúde da família. A gente percebeu que um cuidador doente, na verdade, poderia trazer dois doentes para a saúde cuidar”, ressalta as alunas.
As alunas explicam o significado de participar de um projeto como o desenvolvido pela Faceres. É a oportunidade de aprender como desenvolver a medicina de uma forma mais humana. “Neste programa, o foco mesmo tem um olhar mais biopsicossocial. A sua importância é nos fazer médicos mais humanos e com um olhar mais especializado. Às vezes, a gente acaba focando só na doença e não percebendo que o paciente tem uma família. Ele tem um lado da saúde mental, tem todo um ambiente que ele vive que interfere muito. O mais importante é ter essa visão de não focar na doença, mas focar no doente. Muitos médicos que são especialistas em determinada área, focam mais na doença e não têm esse olhar mais biopsicossocial”

Por Leandro BRITO

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