Exclusivo: Em 500 dias, Edinho diz não se arrepender do que fez

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Neste dia 15 de maio, Edinho Araújo completa 500 dias à frente da prefeitura de Rio Preto. Em entrevista exclusiva ao Jornal DHoje, o prefeito falou sobre o trabalho com a herança do governo de Valdomiro Lopes e fez um balanço de tudo o que aconteceu. Ainda aproveitou a oportunidade para falar sobre o futuro.

Em seus apontamentos, não economizou críticas ao governo anterior que, segundo ele, abandonou muitos projetos que só agora vão começar a sair do papel.

Confira a entrevista:

DHoje – O que foram esses primeiros 500 dias de governo?

Edinho – Muito trabalho para conhecer os projetos, instalar a equipe e diagnosticar todas as situações e corrigir projetos que tinham sido formalizados, principalmente junto à Caixa Econômica Federal. Entre os exemplos, está o novo terminal rodoviário, o corredor de ônibus, o viaduto do Jardim Vetorazzo.

DHoje – Você foi prefeito por oito anos e voltou depois, em 2018, já com 67 anos. A equipe é a praticamente a mesma. É o mesmo trabalho durante esse tempo?

Edinho – Considero que a equipe está mais experiente e temos um mix de experiência com gente nova, tendo em vista o nosso arco de alianças. Eu ainda fico com a experiência.

DHoje – E a fama de forasteiro? Como é o tratamento hoje, depois de muitos anos?

Edinho – Essa era uma crítica dos meus adversários e depois fui me identificando com tantos forasteiros que, se somados, são a maioria em Rio Preto. Hoje esse conceito pertence ao passado. Ninguém mais me acusa. Eu sempre disse e repito: a gente não escolhe onde vai nascer, mas escolhe onde vai morar, onde quer contribuir para o desenvolvimento e quer que seus filhos cresçam.

DHoje – O prefeito assumiu o mandato com o desafio de governar a herança deixada pelo Valdomiro Lopes. Como avalia esses primeiros 500 dias de volta ao comando da prefeitura?

Edinho – Eu avalio como extremamente positivo. Já equacionamos os projetos e a equipe é cada vez mais entrosada. Este é o espírito da administração: comunicação entre as pastas, dividindo social, estrutural e saneamento, além das conquistas de muitas obras através das outras esferas de poder, incluindo a conclusão da duplicação da BR-153.

DHoje – Quando assumiu a prefeitura, você disse que conversaria com o Governo Federal para acelerar as obras da BR. A BR 153 fica pronta até o final do ano?

Edinho – O grande eixo que são as pistas centrais deve ficar pronto ainda este ano. Temos recursos. Ter sido deputado federal me deu mais condições de ampliar os meus relacionamentos em Brasília. Os recursos que não tem faltado à BR 153 e não faltarão.

DHoje – E a terceira faixa da Washington Luís? Como está?

Edinho – Temos também sempre levado este pleito, pois há uma saturação. As pistas existentes não suportam o volume de tráfego entre Mirassol, Rio Preto e Cedral. Há projetos e nós estamos trabalhando com as demais forças políticas representativas, principalmente junto à Assembleia Legislativa.

DHoje – O Valdomiro Lopes chegou a anunciar a reforma da Pista de Atletismo do Eldorado e algo deu errado no meio do caminho. O local continua abandonado, mesmo com o orçamento pronto. O que está sendo feito para resolver a situação do local?

Situação da pista de atletismo do Eldorado – Foto: Divulgação

Edinho – O projeto é verdade. Existe recurso e existe convênio. O problema foi o projeto errado. Um projeto contemplava apenas a pista de atletismo, mas o convênio exigia reformas nas dependências do centro esportivo, por isso foi necessário refazer. Um dos problemas do país, e em Rio Preto não é diferente, são os projetos inacabados, projetos feitos às pressas e projetos mal feitos. Essa demora incomoda a todos, especialmente ao prefeito.

 

DHoje – Outro questionamento da população é a respeito da ciclovia que funcionava aos domingos e que foi desativada. Esses projetos vão permanecer enterrados?

Edinho – Tenho procurado manter a ciclovia das pistas. Reparamos a ponte de madeira, no lago três da Represa Municipal, mas o funcionamento da ciclovia era em função do patrocínio de empresas, que deixou de existir. Havia muitas críticas ao transtorno que trazia e nós esperamos retomar com todos os cuidados da sua implantação.

DHoje – Ainda sobre a herança de Valdomiro, como está o trabalho em relação às favelas da Vila Itália e o Brejo Alegre?

Barraco da favela do Vila Itália

Edinho – A prefeitura tem o dever de, junto à Justiça, buscar a reintegração do patrimônio público. Nós estamos assistindo, principalmente, as famílias com crianças e adolescentes. Já me reuni com a secretária de habitação e nós queremos capacitar essas famílias, porque o que conta é que as pessoas não só recebam o peixe, mas aprendam a pescar. No meu tempo, nos dois primeiros mandatos, também havia favelas e nós acabamos com elas. É um assunto da maior seriedade, mas sinto também que houve falhas do passado e eu não resolvo em um passe de mágica. Agora é uma prioridade resolver as questões das favelas e com a integração do meu secretariado com o poder Judiciário, a defensoria pública e das igrejas.

DHoje – Como estão os corredores de ônibus?

Edinho – Eu disse que cumpriria contratos e reveria projetos. O problema não está nos contratos. O problema está nos projetos e isto nós temos observado e corrigido.

DHoje – E nos contratos do subsídio?

Edinho – A prefeitura fiscaliza o serviço. O preço de transporte de passageiros está entre os mais baratos do Brasil. Mantivemos o mesmo valor para estudantes e o passe gratidão. Temos melhorado o nosso terminal e já reformamos os mais de 400 abrigos. Já estamos testando wi-fi e o aplicativo, para que as pessoas possam ter noção exata do horário do ônibus, já funciona bem.

DHoje – E o ar condicionado?

Edinho – Vamos começar a implantar a partir do ano que vem.

DHoje – Durante a inauguração do pontilhão exclusivo para ônibus, você falou em meados de 2019 para o novo terminal funcionar. Tem alguma previsão mais exata para o novo terminal?

Edinho – Eu não gosto de dizer prazos porque depois atrasa um dia ou um mês e parece que perde-se o mérito da obra. Havia um impasse entre a Caixa Econômica e alguns acertos que precisavam ser feitos no projeto. Neste momento a obra está no ritmo que eu desejo. Não que seja a obra dos meus sonhos. Eu não construiria ali, repito pela enésima vez. Ali congestiona e o local é inadequado, tendo em vista a dificuldade de acessibilidade dos ônibus da região sul e leste. Portanto um projeto infeliz.

DHoje – Em conversa com a direção da GCM, fomos informados de que o projeto do novo terminal não contempla uma base da guarda. A prefeitura tem conhecimento? Já está resolvendo?

Edinho – O problema que você aborda é uma questão ligada à segurança pública. E a segurança pública é dever do Estado. A Guarda Municipal é uma conquista da sociedade e foi implantada por mim. Há uma situação contraditória com críticas e, ao mesmo tempo, demandas pela presença física da guarda. Essa questão de base é uma questão administrativa. Fico imaginando que, com o novo terminal, o volume de problemas vai aumentar e nós vamos enfrentar.

“Há uma situação contraditória com críticas e, ao mesmo tempo, demandas pela presença física da guarda”

DHoje – E os buracos?

Edinho – Os buracos são muito menores. Recapeamos mais de 17 km e isso é pouco, mas nós temos avançados muito. As vias públicas estão muito melhores, a exemplo: o residencial Palestra, que era intransitável e já está totalmente recuperado; a Avenida JK, que recapeamos praticamente inteira; a Avenida Potirendaba, totalmente restaurada; e grande parte da Mirassolândia e dos corredores de ônibus

DHoje – Como marca do terceiro mandato, você escolheu a educação. Já tivemos a segunda audiência pública sobre o Instituto Federal. Falta muito ainda?

Edinho – Foi uma luta nossa. Intensa. Com a participação de parlamentares, entre eles o Rodrigo Garcia. Estamos cumprindo as etapas de regulação. A área já está cedida e teremos mais duas audiências para identificar e decidir os custos. Em Barretos já tem ar condicionado e outros equipamentos destinados ao nosso campus. A reforma depende só do Ministério da Educação.

DHoje – Já em janeiro de 2017, o prefeito herdou o atraso dos uniformes. Em 2018, também teve atraso. Como vai resolver isso para o ano que vem?

Edinho – Foi muito pequeno o atraso, em 2018. Diria insignificante, tendo em vista que há uma necessidade de uma logística. Eu confesso que não considero que houve atraso. Todas as crianças estão uniformizadas. A educação é uma prioridade e queremos estar com as secretarias de Esporte, Assistência Social e Cultura integradas.

DHoje – Depois do corte dos Anjos da Guarda o número de invasões passou de 50 e houve muito prejuízo. Foi um erro ter rompido o contrato?

Edinho – Não. Foi uma necessidade, tendo em vista o ajuste fiscal. O prefeito, que não tem as contas equilibradas, tem penalidades. Não posso demitir o concursado e tenho que reduzir a despesa, então, optei pelo ajuste fiscal. Os furtos foram insignificantes, apenas muito vandalismo. Escola é um patrimônio público, de quem destruiu. Por isso que precisamos cada vez mais investir em educação. Em relação à segurança, já instalamos câmeras e alarmes em quase 100% das escolas.

“Os furtos foram insignificantes, apenas muito vandalismo. Escola é um patrimônio público, de quem destruiu. Por isso que precisamos cada vez mais investir em educação”

DHoje – E as creches noturnas? Já tem algum trabalho neste sentido?

Edinho – A Secretaria da Educação tem observado a questão e, dentro das necessidades, avaliando a questão orçamentária. Se não pudermos realizar já, vamos prever no orçamento futuro.

DHoje – Como está o Poupatempo da saúde? Está poupando o tempo do cidadão?

Edinho – Todas as pessoas que estiveram no Centro Médico de Especialidades, o Poupatempo da saúde, disseram estar satisfeitas. Esta semana estaremos aprimorando o local com um setor oftalmológico. No complexo de saúde, na Avenida Philadelpho, onde já encontrei os prédios, é verdade, mas faltavam equipamentos e recursos humanos, já estamos adequando também. Antes eram feitas 150 endoscopias por mês e hoje já são cerca de 1.000 endoscopias por mês. Estamos quase que zerando as demandas.

DHoje – Como está o estudo viário de pontos de estrangulamento do trânsito?

Edinho – Já corrigimos o viaduto do Vetorazzo com acessibilidade, que era uma questão que foi levantada pelo Ministério Público, e melhoramos o projeto do complexo Mirassolândia/Domingos Falavina. Uma obra espetacular. Ninguém tem a menor ideia do que será o trânsito naquela área.

DHoje – Controle de qualidade no asfalto está sendo feito?

Edinho – Muito controle. É tanto tapa buraco que não tem mais jeito. Virou um retalho. Virou realmente um tabuleiro de xadrez e nós precisamos normalizar a pavimentação. Estamos corrigindo. As obras nas Avenidas Andaló e Bady estão corrigindo a pavimentação entre os corredores centrais e as calçadas laterais e centrais para que possa se dar a acessibilidade e a mobilidade.

Complexo Swift é compartilhado por três secretarias – Foto: Alex Pelicer / Gazeta de Rio Preto

DHoje – Como está o andamento do Centro de Eventos para turismo, negócios e saúde?

Edinho – Nós refletimos muito sobre isso e acho que nós temos um grande Centro de Eventos em Rio Preto: chama-se Complexo Swift. Um equipamento da educação usado para realizar cursos de toda a rede. Há uma sala que está sendo ocupada para a preparação do FIT, Festival Internacional de Teatro. O local serve as secretarias de Educação, Cultura e Turismo e Negócios. São os três alicerces e uma agenda.

DHoje – Então não vai gastar em uma construção?

Edinho – Foi preciso fazer muito e agora só faltam os detalhes. Vamos climatizar o graneleiro. O lugar tem um glamour, uma paisagem, com aquele pôr-do-sol, tudo é muito maravilhoso.

DHoje – Podemos esperar mudanças positivas para o FIT 2018?

Edinho – Neste ano, podemos esperar um pouco mais. Nós atingimos um grau de profissionalismo e competência. A prefeitura tem toda uma estrutura e se soma ao SESC, que tem o no hall invejável. Temos orgulho disso.

DHoje – Algum assunto para tratar antes de entrar nas polêmicas?

Edinho – Rio Preto assinou um compromisso com a ONU de cidade sustentável, os ODS, Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, que vai até o ano de 2030, para a criação de uma cidade sem violência, sem discriminação, sem ódio, segura, com serviços básicos de água e esgoto regulares, plural, cosmopolita, aberta e democrática. Também precisamos nos lembrar do departamento de saúde animal, que não existia. Cuidamos e castramos nossos animais, promovemos a adoção. Estamos cuidando da Cidade das Crianças e do nosso bosque.

DHoje – Na polêmica do Uber, o prefeito foi contrário. E agora? Está satisfeito com o serviço?

Edinho – Não fui contrário ao Uber. Havia uma lei proibindo o Uber e eu juro que só cumpri a lei. Os taxistas, que são históricos, merecem todo o nosso respeito, mas hoje todos nós temos que nos reinventar. Portanto, nada contra o uber, e sim a favor da ordem e da lei.

DHoje – A maior polêmica do primeiro ano foi o fechamento do Ielar e agora existe a conversa de reabrir o Ielar. A prefeitura está participando?

Edinho – Eu não fechei o Ielar. O Ielar se inviabilizou. Tudo era mediante chamamento e cumprimento para assinar contratos para prestar o serviço e havia pendências no Tribunal de Contas do Estado e as exigências da lei. Agora, nada impede de uma conversa. Não tem nenhuma porteira fechada contra absolutamente ninguém. Não tenho isso na minha mesa de discussões, nem de decisão.

“Eu não fechei o Ielar. O Ielar se inviabilizou. Não tem nenhuma porteira fechada contra absolutamente ninguém”

DHoje – A tragédia quase se repetiu. Tivemos um descarrilamento de vagões bem no centro da cidade, em março de 2017. Existe alguma conversa a respeito da retirada dos trilhos de dentro da cidade?

Edinho – Lamento que o trem seja só de carga. A minha luta foi para que pudéssemos ter transporte de passageiros pela ferrovia. Ao todo são 24 comboios que transitam pelo centro da cidade. Transtorno? Sim. O que temos feito? Há um pleito no sentido da prorrogação da concessão, que vai vencer nos próximos anos. Queremos que a empresa faça investimentos de um bilhão de reais, que é contorno ferroviário aqui em Rio Preto.

DHoje – O tal do G9 pressionou e chamou a atenção até que conseguiu negociar. Quando tudo parecia resolvido, veio à tona o projeto mais polêmico do período: o Escola Sem Partido. Mesmo com tudo já caminhando para resolução, como está a conversa com o Legislativo?

Edinho – Eu me pauto pelo diálogo, pelo respeito e consideração que tenho pelo poder Legislativo. Uma cidade tem que ter um diálogo entre Executivo e Legislativo, um trabalho harmônico. A cidade já tem muitos problemas. Problemas burocráticos, falta de recursos, cobertor curto, muitas necessidades, muitos pleitos e demandas de isenção de impostos e a despesa aumenta. A cidade cresce. Escola Sem Partido é um tema que está em discussão. Primeiro, eu vejo uma dificuldade imensa de implementação. Como implementar? Como fiscalizar? Nós tiraríamos o foco principal. Que é criança na escola em tempo integral.

DHoje – E essas picuinhas entre os poderes? O caminho tem sido conversar?

Edinho – Eu nunca dei uma palavra no sentido da discórdia. E nunca fiz críticas ocultas. Eu trabalho a favor e respeito o poder Legislativo.

DHoje – O trem caipira andou, mas a área azul digital não. Faltou empenho da equipe em fiscalizar melhor os processos licitatórios? Se houve má fé, de quem acredita que foi?

Edinho criticou Valdomiro pelo abandono do Trem Caipira – Foto: Divulgação

Edinho – O trem andou. Graças a Deus, à minha assessoria e à equipe da Secretaria de Desenvolvimento Econômico. Lamento que tenham desprezado o trem, para dizer o mínimo, durante os oito anos. Hoje, há uma fila. Gente querendo andar de trem e isto é muito bom. Esta fila eu quero! Esta fila eu gosto! Já com relação à área azul digital aconteceu o fato e nós mandamos apurar. É um avanço e vamos corrigir isso. Sempre procuro fazer do limão, uma limonada. Primeiro, porque eu quero acertar. Segundo, porque eu não mando ninguém fazer nada errado. Terceiro, que eu compreendo o ser humano, mas se há o erro, eu não posso. A Emurb caminha pacificada.

DHoje – Ir buscar água no Rio Grande é realmente uma prioridade?

Edinho – A própria ANA, Agência Nacional de Água, reconhece que este é um projeto futurista. Eu tenho que governar para estas gerações e para as futuras. Nós temos a facilidade de logística com uma rodovia praticamente em linha reta, que nos distancia 60 km de uma fonte. Se eu não tivesse saído na frente, nós teríamos ficado na fila. E nós não estamos na fila, estamos na prioridade.

DHoje – Ainda sobre a água, qual o motivo de manter uma brecha para privatização do Semae?

Edinho – A iniciativa é uma questão técnica, não é uma prerrogativa do poder Legislativo. Sempre que tiver um entendimento contrário à propositura, cuja iniciativa não é própria, a iniciativa é vetá-la. E eu espero que compreendam. Dei provas suficientes de que o Semae é uma empresa viável e que, bem dirigida, só dará bons resultados e hoje, com a capacidade de investimento da ordem de 30% do faturamento, não há o que se falar em privatização.

DHoje – Seu filho é pré-candidato a deputado estadual, então já sabe em quem votar?

Edinho – A política é para quem é do ramo. Quem não é do ramo não resiste, não suporta, não aguenta porque é uma luta diária, cotidiana e é bom que ele, muito jovem, se interesse. Eu simplesmente poderia não mais estar aqui quando o Edinho Filho fizesse a experiência. Vou poder corrigir e orientá-lo. Ele é pré-candidato a deputado estadual.

“Quem não é do ramo não resiste, não suporta, não aguenta porque é uma luta diária, cotidiana e é bom que ele, muito jovem, se interesse”

DHoje – Tem candidato ao governo?

Edinho – Sim, meu candidato é o Paulo Skaf.

DHoje – E para presidente?

Edinho – Sim, do meu partido e, se houver composição, com o candidato que o meu partido optar. Mas com certeza, o meu candidato será um candidato de centro-esquerda. Se não puder ser de centro-esquerda, que seja de centro. Que leve avante as reformas e que o país mantenha essa vocação de país em progresso, com PIB positivo e em desenvolvimento.

DHoje – Você é são-paulino e gosta de futebol. O que esperar da seleção este ano?

Edinho – Eu não discuto. Se me provocam, eu digo. Eu não discuto essa questão de religião, tenho a minha, tenho minha fé, minha religião. O partido já divide. Se falar de futebol, divide ainda mais. Como meu time não é tão popular, eu evito, mas se perguntam, eu não nego que sou são-paulino. Acho que tivemos um grande aprendizado com 2014 e não teremos nenhum vexame em 2018 (risos) e eu acho que o Brasil é favorito.

Prefeito levaria Diego Souza para a Seleção

DHoje – Do seu time, quem gostaria de ver na seleção?

Edinho – Gosto Diego Souza, se continuar jogando pelas laterais, é um jogador interessante. Agora temos o Rodrigo Caio.

 

DHoje – Alguma novidade para os próximos 500 dias?

Edinho – Vamos adiantar muito no terminal urbano, na BR 153 com os acessos, vamos trabalhar as marginais e o sistema viário, mas o que vamos ter muito avanço é o Partec. Nós temos o prédio pronto e agora vamos partir para os editais na área de saúde, biotecnologia, agronegócio, designer. Nós vamos ter muitas notícias boas e a consolidação do complexo da Swift.

DHoje – Teria feito algo diferente?

Edinho – Eu sou alguém que faz muita autocrítica. Tenho um estilo de governar e delego. Quero muito que meus secretários interajam para que não haja re-serviço. Eu confesso que estou satisfeito com o trabalho e não tenho arrependimento de absolutamente nada. Não que esteja tudo certo, mas acho que o que fiz é o que tinha que ser feito.

Por Bia MENEGILDO

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