Evellyn Pereira vai representar Rio Preto em Campeonato

Superação, muita garra e uma lição de vida. São essas palavras que definem a jovem Evellyn Pereira dos Santos, 14 anos. Ela faz parte de um grupo de 350 alunos especiais atendidos pelo Instituto Renascer de Rio Preto. Atleta na modalidade tênis de mesa, durante algumas seletivas regionais e estaduais ao longo do ano, adolescente foi campeã paulista e isso acabou gerando uma oportunidade e vai representar, não apenas a cidade, como também o Estado de São Paulo e o Brasil no Campeonato Brasileiro de Paralimpíadas Escolares, que acontece entre os dias 20 e 24 de novembro, na capital paulista.

Uma das maiores competições paralímpicas do mundo há nível escolar, afirmou o técnico da equipe São Paulo de tênis, Bruno Valejo, 35 anos. “Então a gente ter né, uma menina que estará nos representando, isso é bacana demais”, diz Valejo.

Além das aulas de educação física na Associação, o técnico criou um projeto esportivo paralelo envolvendo os alunos na prática do tênis de mesa e outros esportes, que são fundamentais para o desenvolvimento psicológico e físico dos alunos. Com a Evellyn, portadora de deficiência intelectual e perda parcial da audição, não foi diferente. Há dois anos e meio ela treina na Instituição, que ajuda centenas de pessoas e seus familiares, que em sua maioria estavam em situação de vulnerabilidade social.

Serão 900 estudantes representando todos os estados do País inteiro. Cada gênero esportivo gera uma soma de pontos, no final do evento com o Estado vitorioso. “A gente nunca pode contar a vitória antes do tempo, mas ela [Evellyn] tá preparada né, se deus quiser vai dar tudo certo”. Contou o treinador.

A pouca timidez com a reportagem, que esteve ontem (16), na unidade onde a menina vem se preparando, não se compara com tamanha habilidade, bastante talento a cada toque da raquete na bola durante uma demonstração, até o repórter e o fotografo, Guilherme Batista, tentou alguns lances. Foi um confronto bastante difícil. “Na verdade eles tem dificuldade de se expressar de uma forma mais formal”, pontuou Valejo.

Apesar da pouca idade, dentro e fora da Instituição, ela é referência aos amigos que observam os treinos dia-a-dia, todo o conhecimento de mundo adquirido durante suas viagens em busca do sonho, ser mais que uma grande esportista. A interação com outras culturas de outros lugares tem auxiliado bastante o próprio desenvolvimento da garota.

A Larissa Agren, 28, técnica de bocha, também trabalha no projeto social, inscreveu-se num programa de voluntariado para fazer parte das Paralimpíadas Escolares e foi selecionada. “É uma experiência única né, não só o Estado de São Paulo é o Brasil inteiro, então é uma oportunidade que a gente tem que ir”. Ela faz o mesmo trabalho que o técnico Bruno, chegou no Renascer através da Secretaria de Esportes há quatro anos.

O trabalho desenvolvido por entidades assistenciais, como a Renascer, voltado para crianças, adolescentes e até adultos, em sua grande maioria, como o próprio nome já diz, é trazer novamente a vida, porém de um jeito diferente. Muitos chegam até lá com certa dificuldade basicamente para aprender a ler e escrever, algo que até pode parecer simples a outras pessoas. Ela estuda há quatro anos na unidade que fica no Jardim Maracanã, foi graças a um trabalho com equipe multidisciplinar que a Evellyn cresce ano/ano.

 

Da Redação

(Colaborou: Guilherme Ramos)

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