Estudo projeta Rio Preto com 193 mil domicílios ocupados em 2050

FOTO FABIO CARVALHO

Segundo Seade (Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados) novas moradias devem ficar concentradas nas Zonas Norte e Leste da cidade; atualmente a Zona Norte tem o maior número de domícilos do município e reúne, aproximadamente, 48% da população.

A Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados, o Seade, divulgou na segunda-feira (5), a projeção por demanda de moradias de 2050. E, de acordo com o estudo, Rio Preto, que atualmente tem 158.961 domicílios ocupados, terá 193.072.

Segundo Alessandro Pereira Nadruz, diretor regional do Secovi em Rio Preto, o crescimento habitacional da cidade vem girando em torno de quatro mil a quatro mil e quinhentos habitantes nos últimos quatro anos. Com esses dados é possível comprovar uma queda tanto de população quanto de moradias ocupadas na cidade.

“Com base nos últimos 20 anos, Censo do IBGE, houve redução do patamar de 30%, pois várias pessoas ainda trabalham em Rio Preto. No entanto, devido ao custo habitacional, estão migrando para cidades vizinhas, mas ainda trabalhando em Rio Preto. Chamamos essa migração de “movimento pendular”, afirmou o diretor.

Ainda de acordo com o levantamento, a Zona Norte de Rio Preto concentra o maior número de moradias da cidade e reúne, aproximadamente, 48% da população. Em 2050, outra região da cidade também deve receber grande contingente de domicílios ocupados.
“Além da Zona Norte, outro ponto que também está crescendo é a Zona Leste de Rio Preto, próximo aos condomínios horizontais e Parque da Represa”, disse Nadruz.

O diretor regional do Secovi também faz uma previsão negativa para o município. “Temos um déficit habitacional de 8 mil moradias/ano, e número de lançamentos de 3 mil a 3,5 mil/ano. Além disso, são 4,1 mil lotes urbanizados previstos, conforme projetos aprovados em 2017 pelo Graprohab (Grupo de Análise e Aprovação de Projetos Habitacionais do Estado de São Paulo)”, finalizou.

REGIÃO
Se Rio Preto não deve crescer tanto, a Região Administrativa da cidade deve ter um estouro maior. Segundo o estudo do Seade, os 479.573 domicílios ocupados em 2010, devem saltar para 640.747 em 2050.

 

Por Marcelo SCHAFFAUSER

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