Estudo aponta que Brasil é o 3º país com população que menos dorme

Um estudo realizado pela Universidade de Michigan, nos Estados Unidos, revelou que o Brasil tem a 3ª menor média de horas dormidas por pessoa. A pesquisa foi baseada em um aplicativo da própria universidade, que foi criado para ajudarem as pessoas a se adaptarem aos fusos horários e conseguir dormir melhor.
Segundo os dados, o brasileiro dorme em média 7 horas e 36 minutos, menos do que as oito horas de sono recomendadas. O país fica a frente apenas de Singapura e Japão. México e Alemanha são outros que aparecem com uma média abaixo de 8 horas. “Quando as pessoas dormem pouco elas tem a diminuição da qualidade de vida, da concentração e da atenção. Além de que, cronicamente, isso pode levar a outros transtornos, como problemas cardíacos”, afirmou o psiquiatra do Hospital Bezerra de Menezes, Dr. João Augusto Doimo Antunes.
A Sociedade Brasileira de Neurofisiologia também realizou uma pesquisa, que revelou que cerca de 45% da população do país sofrem com o problema de insônia. “Nós classificamos a insônia em dois tipos: a primária, quando não é apenas uma causa, e a secundária, que envolve algum problema de saúde que a pessoa já tem, como a apneia do sono, a síndrome das pernas inquietas e a síndrome do terror noturno”, disse o Dr. João.
De acordo com o psiquiatra, outros fatores que podem levar a insônia são a ansiedade e a depressão. “É preciso tratar a causa quando a insônia for do tipo secundária. Se a pessoa tiver depressão e ela melhorar com o medicamento de depressão, muito provavelmente ela vai melhorar da insônia também”, finalizou.
O neurologista do Hospital de Base, Dr. Fabio Nazaré de Oliveira ,também comentou sobre os prejuízos a longo prazo que a insônia pode causar. “Existe uma diminuição da substância branca no cérebro. Isso pode deixar a pessoa mais nervosa, ansiosa e ter até problemas de memória”, comentou. Fabio ainda alerta sobre os perigos da utilização dos medicamentos. “O uso dos remédios deve ser apenas pelo tempo que o médico recomendou. Muitas pessoas acabam ficando viciadas”, afirmou.
Colaborou: Vinicius LIMA

Da Redação

COMPARTILHAR

SEM COMENTÁRIOS