Estudantes vivem os desafios de escolher a profissão

Com as férias chegando, muitos jovens descansam dos estudos. Mas outros aproveitam para focar nos estudos para prestarem os vestibulares no fim do ano. Mas muitos jovens ainda não sabem o que prestar, ou prestam por pressão e acabam indo para uma área em que não se identificam.

Essa é a realidade de muitos adolescentes que estão no ensino médio e precisam tomar decisões que podem ser cruciais para o futuro. Ter um futuro brilhante, uma vida de sucesso é o sonho de quase todos, mas nem sempre é fácil escolher de primeira.
Thais Pereira, de 20 anos, estudante do cursinho Kelvin, faz parte dos indecisos “Eu sempre fui muito indecisa em relação a minha profissão, desde o colégio. Já quis fazer medicina, engenharia, direito e jornalismo. Entrei no cursinho para ver se eu me encontrava, fui à psicóloga, fiz vários testes na internet e finalmente consegui eliminar algumas opções. Este ano estou entre medicina e engenharia, mas confesso que medicina é a minha prioridade”

Thais também acredita que muitas pessoas da sua sala ainda não sabem o que querem. “Muita gente lá está muito indecisa, tem pessoas que desistiram de algumas faculdades e ainda continuam indecisas”, finaliza

Iasmim Seni Macedo Ramos, de 17 anos, tem idéia do que quer, mas pensa que, às vezes, pode mudar de idéia “Quero fazer Direito para prestar concurso de diplomata ou juíza. Minha tia é procuradora do estado de São Paulo e ela me mostrou varias áreas do direito, e me interessei pela diplomacia/juizado. Como sou adolescente e estou em processo de conhecimento do mundo e de mim mesmo é possível que mude de idéia”, explica a estudante.

Já a estudante Isabella Santa Rosa Alvarenga, de 17 anos, teve algumas dúvidas, mas hoje já definiu o que quer “Já tive idéias em fazer jornalismo, direito, biomedicina. Agora quero cursar odontologia. Descobri no meio do 2º colegial, pois sempre gostei muito dessa área e ai com as orientações vocacionais, encaixou”, afirma Alvarenga.

Muitos jovens não têm uma boa orientação do que escolher e acabam escolhendo cursos de acordo com alguns critérios, como os salários pagos, a perspectiva de crescimento do mercado, não saber o que quer e escolher algo por pressão ou por medo.
São as escolhas equivocadas as principais responsáveis pelas desistências nas universidades.

Miguel Torquato, de 26 anos, faz parte deste grupo: desistiu uma vez. A primeira foi logo que terminou o ensino médio. Como não sabia o que queria prestar, decidiu entrar em uma faculdade em Rio Preto para não gastar com moradia em outra cidade, “Escolhi computação porque estava no terceiro colegial e tem que escolher alguma coisa, pensei em várias opções de curso. Mas não sabia o que queria. Não queria gastar com moradia fora por medo de me arrepender e ter dado muito gasto para os meus pais. Quando eu era adolescente, passava muito tempo desenvolvendo programas para web. Então escolhi computação”explica.

“Quando eu cheguei lá, não era nada do que eu imaginava, descobri que apenas gostava do assunto. Fiquei um ano porque as pessoas me falavam que no começo era assim mesmo. No segundo ano percebi que realmente não era o que eu queria mesmo. Algum tempo depois participei de um curso de desing e me apaixonei e hoje estou cursando na Unip. Me encontrei”, finaliza Miguel.

Reconhecer que não está preparado ou o erro de ter escolhido o curso que não queria é melhor do que persistir em carreira que não te deixa bem. (Colaborou: Leo BIGOTTO CARON)

 

Da REPORTAGEM

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