Estudante é agredida dentro de escola

Por em agosto 24, 2013

Segundo consta no boletim de ocorrência, a estudante, de 17 anos, foi agredida com um soco e bateu a cabeça no bebedouro da Escola Estadual Dinorath do Valle, em Rio Preto. A Secretaria da Educação do estado de São Paulo explica o que aconteceu na escola

Reportagem: Luna KFOURI

Durante briga, aplique de jovem é arrancado Foto: Fabio CARVALHO

Durante briga, aplique de jovem é arrancado
Foto: Fabio CARVALHO

“Tocou o sinal para entrar, eu tinha acabado de comer, estava em pé mexendo no celular esperando todo mundo acabar de beber água, quando ela chegou e me empurrou. Já me deu um soco, puxou tão forte o meu cabelo que meu aplique saiu na mão dela e bateu a minha cabeça três vezes contra o chão, perto do bebedouro”, explicou uma jovem, de 17 anos, que foi agredida por outra aluna dentro da Escola Estadual Dinorath do Valle, em Rio Preto. De acordo com a vítima, o motivo da agressão teria começado em função de uma bermuda. “Eu estava comendo quando uma menina veio me falar que ela estava falando para a direção que eu estava com short curto, sendo que eu estava de bermuda. Fui na sala da direção e, chegando lá, encontrei com ela. Começamos a bater boca, mas fui embora. Foi aí que depois ela começou a me agredir”, afirma.

Ainda de acordo com a adolescente, no momento da briga vários alunos se juntaram no local para separar as duas. “Entrou um monte de gente na briga. Ela estava segurando meu cabelo e quando puxavam ela para ela parar de me bater, puxavam meu cabelo também. Até que meu aplique saiu na mão dela. Estou com ferimentos nos braços, na boca, meu couro cabeludo está doendo e estou com várias dores pelo corpo”, finaliza a estudante.

Em nota à imprensa, a Secretaria da Educação do estado de São Paulo afirmou que houve uma confusão entre as estudantes. De acordo com a secretaria, uma das estudantes empurrou a outra e, acidentalmente, bateu a cabeça no bebedouro. Ainda de acordo com a secretaria, todas as providências foram tomadas, “A direção chamou os pais, o mediador irá entrar em contato com a família de ambas as estudantes”, finaliza em nota.

DDM

A delegada Dálice Ceron, da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), afirma que a delegacia não tem o controle total de todas as ocorrências sobre a violência envolvendo adolescentes, mas acredita que os números são consideráveis. “Nós temos registrados alguns casos na delegacia. Acredito que os conflitos são frequentes, mas não os casos mais graves”, afirma.

Além disso, a delegada alerta sobre a importância de registrar o boletim de ocorrência. “É uma maneira de impor. É preciso colocar limites”, finaliza.

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