Estudante de medicina detido por filmar corpo de mulheres tenta barrar na Justiça sindicância

Foto: Divulgação

A juíza do TJ (Tribunal de Justiça) em Rio Preto, Tatiana Pereira Vieira Santos, negou o mandado de segurança para a defesa do estudante de medicina da Famerp (Faculdade de Medicina de Rio Preto), Marcelo Mafra Campos Coelho, alvo de um processo administrativo disciplinar no contexto de várias denúncias de que ele estaria se masturbando e filmava partes íntimas de mulheres nos arredores da instituição de ensino.

“O caso não preenche os requisitos legais, tendo em vista a presunção de legalidade dos atos administrativos, não sendo adequada a concessão da medida”, diz a juíza Tatiana Vieira Santos.

Na data dos fatos, moradores que dizem ter presenciado a cena em abril deste ano chamaram a polícia. Objetivo do requerimento seria que todos os atos administrativos da averiguação sobre a conduta do estudante fossem anulados.

A decisão provisória concedida na última terça (31) pela magistrada da 2º Vara da Fazenda reafirma a legitimidade da continuação dos atos da sindicância pela direção geral da Faculdade, representada pelo doutor Dulcimar Donizeti de Souza e Luiz Carlos de Mattos, presidente da Comissão de Sindicância da Famerp.

“O mérito não foi negado ela decidiu que vai aguardar a faculdade se posicionar e não vou recorrer. Por enquanto prefiro não comentar a estratégia de defesa”, informou jurista Edlênio Xavier Barreto responsável pela defesa do rapaz.

OUTRO LADO

Na esfera judicial o processo teve o sigilo decretado, assessoria de imprensa da instituição de ensino onde o aluno está matriculado disse em nota que ‘não existe nenhuma ligação entre os casos. A sindicância da Famerp apura apenas a conduta do aluno Marcelo Mafra, que é acusado de filmar alunas da faculdade.

A sindicância da Famerp está em andamento. Todos os envolvidos foram ouvidos e o processo está em fase de oitiva das testemunhas de defesa, o que não foi feito antes por conta do período de férias dos alunos.

O acadêmico chegou a ser detido pela PM (Polícia Militar) por perturbação de sossego nas imediações do Hemocentro e Hospital de Base a luz do dia, assinou um termo circunstanciado e voltou para casa.

Aprovado no vestibular de 2016 o acadêmico do 3º ano é um dos inscritos no Programa de Inclusão com Mérito no Ensino Superior Público Paulista (PIMESP), que destina 15% das vagas para alunos vindos do ensino médio oferecido pelo governo.

Colaborou: Guilherme RAMOS

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