ESTAÇÃO DAS ÁGUAS: Mau tempo coloca Defesa Civil em alerta

Tempo nublado e chuvoso se tornou a nova paisagem na cidade nas últimas horas

A Defesa Civil alerta moradores de Rio Preto sobre a chegada da ‘estação das águas’, com riscos de chuvas fortes e raios. O órgão envia aos munícipios comunicados, via SMS, quando há perigod de temporais e deslizamentos em todo o Estado de São Paulo. Qualquer pessoa pode receber as notificações no celular, basta enviar uma mensagem para o número 40199, cadastrar o CEP de interesse e aguardar a confirmação.

Para quem está na rua no momento de uma tempestade o ideal é evitar avenidas, como Bady Bassitt, Alberto Andaló e José Munia, pois nessas vias passam córregos.

Dhoje Interior

O coronel e diretor da Defesa Civil rio-pretense, Carlos André Medeiros Lamin, revela que quando chove na cidade a água escorre para as principais avenidas.

“Felizmente, o município tem piscinões e foram construídos para segurar a água, que vem da cabeceira desses córregos e prolongamentos da avenida, e vamos soltando a água gradativamente. Isso evita enchentes e inundações. Como na Avenida Bady Bassitt, por exemplo, porém, conforme a intensidade da chuva, pode haver enxurradas, então o problema é a grande energia e velocidade que a água vem, trazendo pedaços de madeiras, objetos e pedras, portanto, as pessoas precisam evitar atravessarem as avenidas quando estiverem nesta situação”, frisou Lamin.

Sobre os raios na região, o coronel afirmou que houve mortes. “Uma vez por ano há mortes na região, como raios na zona rural. Os trabalhadores rurais são os mais afetados e essas grandes áreas abertas atraem raio. Trabalhadores em cima de tratores, cavalos ou até mesmo a pé, acabam sendo alvo. Quando ocorrer situação de raio, ainda que não tenha chuva, a orientação é que as pessoas interrompam o trabalho e vão para um local coberto e com estrutura diferente de árvores, pois elas atraem o raio com mais facilidade’’, acrescentou.

É importante também não permanecer no alto de morros ou no topo de prédios e não se aproximar de cercas de arame, varais metálicos, linhas elétricas aéreas e trilhos.
Durante esta semana devem ocorrer trovoadas. As temperaturas previstas são, de 21º C, mínima, e 33ºC, máxima.

EM CASA

Caso haja destelhamento devido aos ventos fortes, a orientação é permanecer dentro da residência e procurar abrigo, como uma mesa ou cama, para evitar ser atingido por cacos e pedaços de telha.

EM PISCINA

Durante as chuvas, a orientação é não entrar em piscinas ou lagos por conta do risco de raios e descargas elétricas. Em rios e cachoeiras, o problema é agravado pela possibilidade de tromba d’água.

EM VEÍCULOS

Em veículos, a dica é não passar por locais alagados. Se o condutor não conseguir ver o meio-fio, que tem em torno de 25 centímetros de altura, o ideal é mudar de rota para não perder o veículo e nem arriscar a própria vida. Em caso de alagamento inevitável, a orientação é sair do carro imediatamente e buscar um local seguro.

Tempestades requerem cuidados com árvores

Com o início das chuvas em Rio Preto, os riscos das quedas de árvores cresceram. Neste período, os temporais com ventos fortes se tornam constantes e por isso aumentam as solicitações para a realização de cortes ou podas de árvores que oferecem risco de caírem em casas, veículos e fiação elétrica.

As árvores possuem um papel fundamental para qualidade de vida da cidade, além de proporcionar sombra, elas melhoram a qualidade do ar, umidade, quebram vento, reduzem zonas de calor e influenciam na presença de problemas respiratórios.

O engenheiro agrônomo da Secretaria do Meio Ambiente e Urbanismo e chefe do Viveiro Municipal, Otton Arruda, explica que a arborização urbana, de maneira geral, vem sendo tratada com uma técnica específica.

“Aqui no Viveiro, por exemplo, quando as pessoas vem buscar mudas, recebem todas as orientações de acordo com a espécie correta e como conduzir a árvore. A população acabava plantando as árvores em lugares inadequados e, hoje em dia, isso é um resultado de uma arborização feita de maneira involuntária sem acompanhamento técnico”, esclareceu.

As árvores, assim como estruturas de outdoor ou de concreto, podem cair quando submetidas a ventos e chuvas fortes em longos períodos de umidade no solo.

De acordo com o especialista, em uma árvore sadia, por exemplo, o risco é de cair galhos. A probabilidade de queda da árvore inteira, neste caso, é pequena.

“Se as pessoas tiverem dúvidas, ou se acharem que a árvore pode ter algum risco, a primeira coisa a se fazer é ir nas unidades do Poupatempo, abrir um requerimento, solicitando a visita de um profissional da prefeitura. O técnico vai até o local fazer uma avaliação e com isso irá ver se realmente essa árvore representa algum risco, se ela tem algum potencial, ou se vale a pena preservar a espécie e mantê-la”, ressaltou.

Segundo Otton, muitas vezes quando chega nessa época de chuva as pessoas querem podar a árvore indiscriminadamente e deixá-la pequena, com medo do galho cair. “Além da poda de redução de árvore ser proibida, essa poda vai proporcionar uma série de injúrias na árvore e vai passando o tempo esses machucados vão apodrecendo, entrando microrganismos, e aí que a árvore fica suscetível a poda. De uma maneira geral, quando a poda é realizada de uma maneira adequada, retirando-se apenas os galhos, que estão causando algum tipo de conflito, é uma poda bacana’’, salientou.

As pessoas podem solicitar uma avaliação de um técnico, mas 90% dos casos, as raízes causam danos à calçada e quando a pessoa acaba cimentando 100% da área em volta da árvore, então a ausência de espaço para a árvore respirar e fazer trocas gasosas acaba realizando a quebra da calçada ao redor.

“Muitas vezes as pessoas vão reformar calçadas e cimentam mais ainda, então para solucionar esse problema de raízes nas calçadas o ideal é que a pessoa quebre em volta da árvore, no mínimo, um espaço de 80 centímetros ao redor do tronco, para que permita a infiltração de água, trocas gasosas e que qualquer movimento que essa árvore venha a ter, devido a um vento por exemplo, ela não vai causar a trinca da calçada. Essa é uma medida que, de maneira geral, a gente consegue resolver a maioria dos casos”, frisou.

“Claro que existem sim espécies inadequadas para arborização urbana que tem raízes extremamente agressivas e que não tem como mesmo. Aí nesse caso, no momento da vistoria, o técnico vai recomendar a substituição por uma árvore de um porte mais adequado também. Árvores, por exemplo, sete copas, o ficus, possui o sistema radicular muito agressivo, então paulatinamente, estamos autorizando os proprietários que em frente ao seu imóvel tem esse tipo de árvore e que façam a substituição por árvores de portes mais adequados e indicados para a arborização urbana’’, finalizou Otton.

Por Verônica MAESTRELLA