Especialista diz que morte de jovem foi fatalidade, mas pede atenção com anticoncepcional

Adeus - Amigos e familiares se despediram de Layla Nogueira (foto), na tarde de ontem

Layla Nogueira, 23 anos, faleceu no último domingo, vítima de trombose no pulmão e coágulo no coração. Segundo familiares, o motivo seria o uso constante de um anticoncepcional, que, de acordo com o ginecologista Luiz Fernando Borges, causou um efeito colateral raríssimo na jovem.

Uma fatalidade. Assim foi classificada pelo ginecologista Dr. Luiz Fernando Borges, a morte da jovem Layla Nogueira, 23 anos, moradora de Mirassol, que faleceu no último domingo, vítima de trombose no pulmão e coágulo no coração, após o uso frequente de anticoncepcional, emendando uma cartela na outra da pílula.

“Toda mulher que toma hormônio sintético corre um risco mínimo de ter um efeito colateral que tem nos hormônios sintéticos, que são os fenômenos tromboembólicos. É um indicie baixíssimo e realmente foi uma fatalidade, já que era uma jovem. Muito provavelmente a parte vascular dela reagiu mal ao hormônio sintético”, explicou o especialista.

De acordo com Dr. Luiz Fernando Borges, o anticoncepcional oral é um dos mais utilizados e traz muito benefícios para as mulheres. Porém, ele tem um risco mínimo de efeito colateral.

“Mesmo diante desse caso, temos que tranquilizar as mulheres que não é um caso que acontece a todo o momento. Não é preciso criar um pânico em cima disso”, diz o ginecologista, que conclui. “As mulheres precisam tomar os devidos cuidados e procurar por um especialista para auxiliar e ver qual o melhor hormônio para se usar”, finalizou.
Irmão de Layla, Pedro Nogueira, que acompanhou amigos e parentes durante o enterro da jovem, no final da tarde de ontem, no cemitério Jardim da Paz, disse que a jovem fazia uso do anticoncepcional constantemente.

“Ela começou a sentir dores nas pernas e foi internada, passando por cirurgia no Hospital de Base. Os médicos fizeram de tudo, mas ela não resistiu e acabou falecendo por trombose no pulmão e coágulo no coração”, afirmou.

 

Por Marcelo SCHAFFAUSER

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