Esclerose múltipla atinge cerca de 35 mil brasileiros

Foto Divulgação

O Dia Nacional de Conscientização sobre a Esclerose Múltipla é celebrado nesta quinta-feira (30). De acordo com a Associação Brasileira de Esclerose Múltipla (ABEM), cerca de 35 mil brasileiros são atingidos pela doença, principalmente mulheres de 20 a 40 anos. Apesar de ter tratamento, as esclerose múltipla não tem cura.

“É uma doença do sistema nervoso neurológico que ataca principalmente o cérebro e a medula. Ela destrói uma substância chamada bainha de mielina, que envolve os neurônios. Essa substância é importante para que os neurônios se comuniquem de forma adequada” afirma o neuroloista e professor da FACERES Fábio Henrique Limonte. De acordo com o médico, os principais sintomas são déficit neurológicos (perda de força motora no braço, na perna ou na face, perda de sensibilidade e perdas funcionais, como audição e visão).

“Uma vez que a esclerose múltipla é diagnostica, é preciso fazer um acompanhamento muito próximo do paciente. Não existe uma cura, então só podemos controlar os surtos”, afirma o neurologista. A doença é considerada rara mas costuma acompanhar os pacientes durante toda a vida. Ela só pode ser detectada através de exames laboriais ou de imagens. “É uma pena, pois é uma doença genética que aparece em adultos jovens, sendo três vezes mais comum em mulheres”, complementa Limonte.

De acordo com o médico, a doença pode ser previnida nos fatores ambientais, enquanto que os genéticos são inevitáveis. “A esclerose múltipla fica mais comum quando se aumenta a latitude. Nesses lugares mais altos há menos luz solar e consequentemente as pessoas produzem menos vitamina D, que tem uma associação com o aparecimento da doença. A vitamina D ajuda a evitar esse fator amibental”, afirma o neurologista. O estresse e o tabagismo também estão entre os fatores que colaboram para o desenvolvimento da doença. (Colaborou: Vinicius LIMA)

 

Da REPORTAGEM

COMPARTILHAR

SEM COMENTÁRIOS